Meu lugar

segunda-feira, 22 de outubro de 2012 16:21 Postado por Arielle Gonzalez
Eu te digo que só escrevo sobre coisas tristes e você responde que vai me ajudar, desde que, em troca, eu lute contigo a batalha contra as suas inseguranças. Tudo bem, a gente faz essa troca: um ajuda o outro a carregar a própria bagagem. Desse jeito, por maior que seja a caminhada, os passos serão mais leves, a jornada mais divertida e tudo menos cansativo. 

Você descobre o meu blog e não entende porque não existe nele. O que eu não consigo te explicar é que escrevo sobre aquilo que não posso falar e, apesar de tudo, você não é segredo. Moram aqui as palavras que morreriam dentro de mim. E como eu li uma vez, escrever não mantem vivo, enterra. Eu preciso de você por perto, próximo da superfície.

Faz mais de um mês que não economizo frases ou sentimentos, é tudo seu. Não sobra nada para se alojar aqui. Quando eu vejo, já foi tudo dito. Aquilo que não conto para você é sobre você e de repente eu entendo o significado de "até quem me vê lendo jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei". Dá vontade de esfregar na cara da sociedade que encontrei alguém que me faz bem... Que pela primeira vez em meses (?) estou feliz. O problema é que estou tão ocupada curtindo o momento que tenho preguiça de desperdiçar tempo com isso.

Já te contei que eu gosto de como você sorri, mas tem sempre os olhos tristes? Por acaso, já te disse que acho uma graça quando você tem tanto pra dizer que não consegue formular uma frase? É divertido ver você montar um quebra cabeça com palavras que deveriam fazer sentido, porém não se encaixam e, mesmo assim, a gente sempre se entender. Gosto quando você coça a barbar e refaz seu cachinhos. E não existia tortura pior do que andar ao teu lado e não poder segurar a tua mão. Adoro como a sua mão é grande e como você é um homem, mas nem por isso deixou de ser criança. Você é o cara que resgatou um sapo.

Minha vida inteira me escondi nas músicas repetidas que sempre ouço para não ter que me sentir só. Por isso, sempre pedi que o universo colocasse alguém no meu caminho que entendesse a importância dessas canções. Eu poderia ficar horas deitada na sua cama, ouvindo você tocar para mim. Ainda que você não acredite, eu gosto da sua voz e do jeito que você canta (me encantando cada vez mais) e como você ri quando faz alguma coisa errada.

E não espalha, mas tive que refazer o meu Top Five Melhores Abraços do Mundo. Não tenho palavras para descrever o quanto eu adoro quando você me aperta, beija a minha testa e faz com que eu me sinta pequena. Dentro dos teus braços eu sinto que posso relaxar, respirar fundo e parar de bancar a adulta, com a certeza meio incerta (é difícil abandonar velhos hábitos) de que achei alguém pra cuidar de mim.

Gosto de lutar Jiu-jitsu com você e de te fazer ronronar e quando você me arranha fazendo sonoplastia e como a gente se diverte com tudo que dá errado e que ao seu lado tenho a impressão de que nada pode nos parar. 

Eu gosto de você e, se você deixar, acredito que isso pode virar amor.
Também sei que você merece muito mais do que esse texto aqui, que estamos apenas no começo e um dia a gente chega lá.

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