Assombrações

Quando a gente é criança, acredita que fantasma é coisa de filme de terror. Uma criatura que morreu e não encontrou paz do outro lado. Com o tempo a gente aprende que fantasmas são pessoas de carne e osso que não sabem mais viver.  São indivíduos consumidos pelas memórias de um passado bom que não têm ideia de como aceitar o presente ou imaginar um futuro. 

Minha casa é cheia de fantasmas.

Da caminhada

Desaprendi a escrever, da mesma for que desaprendi a sentir.

Não importa o quanto será difícil a caminhada, meus pés já estão dormentes. E ainda que eles não respondam mais ao meu comando, deixo que eles me guiem. Não reclamo dos espinhos que me arranham, das pedras que me derrubam e dos desvios que só aumentam a caminhada.

Continuo andando. Não paro.

É aquela velha história, pensar me faz perder o sono e dormir é o que me impede de perder a cabeça.

Regrets and mistakes, they're memories made

sábado, 7 de maio de 2011 22:31 Postado por Arielle Gonzalez 3 comentários
Ficar sozinha não me incomoda. Sou carente, fato. Uma verdadeira abraçadora agressiva. Porém, posso garantir que, na maioria dos dias, abraços me bastam. Só preciso de amigos, livros, músicas e mais algumas coisas que me consomem e completam.

Também não sou do tipo que fica feliz com a desgraça alheia. Saber que outras pessoas vão pior do que eu em qualquer sentido da vida, não muda o modo como me sinto sobre a minha vida.

Seria hipocrisia dizer que eu não espero por alguém. Um cara, que apesar do que os outros acreditam, eu tenho certeza de que não será um ator australiano, um músico da Califórnia ou um caçador de demônios. Da mesma forma que seria mentira se eu dissesse que nunca cheguei a conclusão de que existem muitos gatos no meu futuro. Gatos do tipo felino. Não que essas preocupações ocupem o topo da minha lista de prioridade.

Não me importo em ficar sozinha, mas não suporto me sentir só. Odeio que as pessoas comentem a minha falta de plus one como se fosse alguma mutação ou maldição. Odeio me sentir como se não valesse a pena por causa disso. Odeio que a minha solidão seja tão engraçada. Odeio o quanto essa situação e esse texto é ridícula.

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domingo, 1 de maio de 2011 01:41 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Não mudei, continuo amando as palavras.
Não estou estou feliz, ainda sinto dor.
Não me esqueci, apenas tento não lembrar.

Gasto meus sentimentos no tumblr. e acaba não sobrando muito para expor aqui.

De qualquer forma, continuo preenchendo o silêncio com música, o vazio com livros e o tempo com seriados. Aquilo que sobra é propriedade do sono.