alegria compartilhada

sábado, 26 de março de 2011 10:54 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Tudo começa da mesma forma que o anterior: vou ou não vou?
Vai ser igual, as mesmas pessoas no palco e na platéia. O famoso mais do mesmo.

Quem se importa?
Aqueles cara foram o centro do meu universo durante um bom tempo. Foi em nome deles que eu preguei, briguei, expliquei e ouvi graça. 

Antes, durante e depois, nada do nervosismo da adolescência. Acho que cresci. Os mesmos caras de sempre, a diferença era a cara cansada que deixava claro que eles mal podem esperar pelo novo álbum. Eram as mesmas músicas com novos erros nas letras e notas. No geral, esse foi um show mediano e o que mais me chamou atenção foi a iluminação.

Quando as luzes se acendem, chega a hora do reencontro. De sorrisos e abraços. É a hora de voltar no tempo. Ouvir sotaques, falar besteiras e mostrar tatuagens. Nada mais importa e tudo valeu a pena. É como voltar para casa.

Eu já não tenho 15 anos e eles estão perto dos 30. Isso não faz diferença, volto a ser super, mas eles não voltam a ser ídolos. São só pessoas. Nada de frio na barriga, frases atrapalhadas e sem gracice para mim. São os caras que eu gosto de encontrar, sentir por perto e ouvir promessas de um futuro melhor.

Amanhã, ou depois, a vida volta ao normal. Eles continuam sendo apenas mais uma banda que faz parte da minha lista de músicas mais ouvidas. Mas o que o ipod não diz, é que fizeram e fazem muito mais do que isso. Eles fazem parte das lembranças que guardo com carinho e que foram eternizadas em fotos ligeiramente zuadas. Eles são os meus cariocas favoritos.

Desculpas

domingo, 13 de março de 2011 23:12 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
"A gente pode até inventar desculpas para as coisas, mas acreditar nelas, não"

Gosto de fingir que tenho tudo sob controle. 

Fingir.
Essa é a palavra chave.

São pequenas desculpas e grandes mentiras que conto para o espelho na esperança de continuar tendo esperança sobre os mais variados assuntos relacionados a vida no geral. Nada muito específico. Um pouco de tudo com uma pitada de um pouco de todos.

A verdade já não importa mais. 

time´s not on your side

Eu li em algum lugar que as nossas citações favoritas dizem mais sobre quem somos do que a respeito da história ou da pessoa que disse a frase originalmente. Ultimamente, tenho vontade de usar apenas as palavras dos outros. Não confio nas minhas. Tenho perdido muitas batalhas para o espelho, depois de estranhar a criatura do outro lado. Meus pensamentos me assustam. Eu jogo a toalha. Me escondo. Dos outros e de mim. Me incomodo com a rotina que tira a autenticidade das coisas e me questiono se alguém realmente se importa com a resposta para a pergunta mais automática de todas: como vai você?

Afasto todo mundo e me sinto sozinha. No fundo, eu sei que faço isso apenas para ver se alguém acha que vale a pena lutar e/ou continuar por perto.

Aos poucos perco a cor, a forma, a voz. Procuro esconderijos cada vez mais distantes e não me importo se não sei o caminho de volta. Não tenho porque voltar. Não tenho para quem voltar.

Um livro me perguntou: como você pode ser uma pessoa tão divertida e ainda assim tão infeliz?

Não sei.

"When life has been unkind
And you´re losing your mind
Look in the mirror afraid of what you'll find
It feels like time´s not on your side"