Em quem a gente vai pensar...

... quando a luz se apagar?

Existem filmes que não importa quantas vezes eu tenha assistido, se estiver passando na tv me sinto na obrigação de ver mais uma vez. Não importa se eu já sei as falas de cor ou se ninguém aqui em casa aguenta mais. Um desses filmes que eu tanto gosto é O Casamento do Meu Melhor Amigo.

Michael (Dermot Mulroney) sempre foi apaixonado por Jules (Julia Roberts). Jules nunca quis nada com ele. Por nove anos eles foram melhores amigos. Quando Michael convida Jules para ser madrinha do casamento dele, ela percebe o quanto o ama e resolve acabar com a festa. Para isso ela conta com a ajuda de George (Rupert Everett), o amigo gay que não concorda com nada disso e, aparentemente, é o único que sabe onde isso tudo vai acabar. 

Tem os motivos óbvios para gostar da história, como a cena em que todos cantam I Say a Little Pray for You e o final.  Entendam, as duas cenas são muito boas e têm em comum o melhor amigo gay da Jules que, honestamente, é o melhor personagem do filme. O George é sem dúvida o mais engraçado e sábio (?). Mas esses não são os meus trehos preferidos.

Eu sempre tive um master tombo pelo Dermot Mulroney e quando ele canta The Way You Look Tonight, me arrepio toda! A voz dele é rouca e sexy! Ele faz aquele discurso bonitinho e meloso. Só esse trecho já é razão mais do que suficiente pra assistir o filme.

Mas esse post (toda essa enrolação) é por causa do seguinte diálogo:
George: Michael está correndo atrás da Kimmy?
Julianne: Sim!
George: Você está correndo atrás do Michael?
Julianne: SIM!
George: E quem está correndo atrás de você? Ninguém! Essa é a sua resposta.


Hoje eu acordei meio assim. Não, não quero destruir o casamento do meu melhor amigo (até que não é uma idéia tão ruim). Simplesmente entendi que costumo correr atrás de pessoas que estão correndo atrás de outras pessoas e ninguem corre atrás de mim.

Parece que corri uma maratona, não cheguei nem em 2º lugar e não tem ninguém na linha de chegada esperando por mim. Gostaria de dizer que o cansaço me impede de sentir a frustração, mas eu sinto os dois. E dá vontade de esperar sentada, por alguém disposto a me carregar no colo, porque tenho a impressão de que as minhas pernas não aguentam mais. 

Somos beijos de partida ...

... e abraço de quem chegou.

Existem palavras que se recusam a sair. O motivo é simples, eu odeio ter que dizer isso. Era de se esperar que depois de viver tantas vezes o mesmo tipo de situação, o processo ficasse mais fácil. Mas acontece que mesmo quando as circunstancias são parecidas, as pessoas envolvidas são diferentes. Sei lá, é uma bostona ruim de qualquer jeito.

A gente sempre teve prazo de validade. É verdade que ele foi estendido, mas ainda assim insuficiente. Eu sei que falar de sentimento assusta (no chick flick moments, certo?), mas não falar dá câncer (?) e eu prefiro correr o primeiro risco. Dizem por ae que precisamos passar por coisas ruins para identificar as coisas boas. Depois de todas as merdas que me aconteceram esse ano, ele apareceu com uma aura dourada e tocava aquela musica de ‘ooooooooh’(em filmes americanos toca quando a mocinha acha o que estava procurando, parecem vários sininhos, sabe?). Só faltaram as placas de neon dizendo ‘olha coisa boa aqui’. Foi fácil perceber isso. De repente eu tinha um amigo/guia espiritual/consolo/instrutor/teaser son of a bitch, tudo num pacote só.

Como diria o ‘Ted do Futuro’ do seriado How I Met Your Mother, ‘amizade é um reflexo involuntário. Simplesmente acontece, você não pode evitar‘. Aparentemente outra coisa que não posso evitar é dizer tchau tchau.


 
*Saudade da Carol, do Felipinho, da Marília, da Thais, do Felipe, da Taiis, do Filipe, da Leticia, do Guto, do Denis e de todos os amigos que moram longe!

Parece que foi ontem que eu vi você passando...

... com seu jeito esnobado de me olhar

A Fresno lançou no dia do rock o albúm Revanche. Sim, eu gosto de Fresno. E não, não sou emo. Simplesmente aprecio as letras melosas que falam de amor e ignoro o físico, cabelo e/ou roupas dos integrantes da banda (apesar de achar que eles são simpáticos). Não sou nenhuma expert em música, só sei dizer o que gosto e não gosto.

Logo de cara a faixa que leva o nome do disco choca um pouco, tem um pegada mais pesada ao mesmo tempo que o teclado lembra Muse. Sei lá. Algumas faixas são mais suaves. Do Redenção sobrou a levada eletronica, só isso. O novo álbum lembra muito o Ciano, segue a mesma linha. Enfim, eu amei!

Resolvi escrever sobre isso porque comecei a escutar Fresno por causa da gravação do MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock (FORFUN, FRESNO, Hateen, Moptop e Nxzero). Queria muito ter ido mas descobri que seriam quatro músicas de cada banda, e perdi a vontade. No dia do show fui viajar e enquanto descobria a Fresno no retiro espiritual do meu pai, também conhecido como sítio, comecei a lamentar a minha decisão.

No meu aniversário daquele ano (2007) ganhei o DVD. O resultado foram vários domingos com o volume da tv no talo, enquanto eu quicava de alegria pela casa. Bateu uma saudade imensa da minha vó e daqueles domingos. Pensar nisso me trouxe memórias do que parece uma outra vida.



Falando em Fresno, o Lucas postou, mais uma vez, os meus sentimentos no blog dele.


"
Quando lutamos contra nós mesmos, somos os únicos a colecionar feridas. Até que ponto vale a pena ater-se ao caminho da menor dor, do baixo risco e do conforto calculado? Você grita para si mesmo com tanta força essa mentira, que acaba por não ouvir o peito clamando por um segundo de atenção. Mas eu consigo ouví-lo, quando ele encosta no meu, e sigo aguardando o dia em que a tua garganta, de tão rouca, deixe chegar aos teus ouvidos o que para mim fica claro toda vez que teus olhos fecham antes dos meus: é recíproco.
Eu poderia dizer que fui acometido por uma abstinência de sensações às quais já estava acostumado. É o que você sempre diz, mas eu ainda não me acostumei a você. Por isso que eu sempre volto, mesmo quando a minha autoestima implora para que eu espere por um sinal teu. Teus sinais foram dados; nós é que falamos línguas diferentes, quando o assunto é sentir e expressar.
Eu poderia dizer o que já repeti em refrões antigos: que sou “alguém pra ocupar o lugar / de quem não vai voltar”. São palavras que me saltam da língua e páram nos dentes, sempre que sinto medo de que você confirme a minha hipótese. Então eu sigo o teu conselho de me ater apenas às tuas ações. E assim eu sigo, tirando da tua boca frases impensáveis, do teu peito, o calor que eu preciso e, da tua vida, tudo que vai de encontro aos teus planos de não me deixar entrar. Aluguei um espaço no teu pensamento e me sinto confortável aqui, embora nada me garanta que eu não possa ser despejado. Se for pra ser, que assim seja: o frio da rua é mais confortável do que um lar onde já não se quer mais morar. E faz tempo que eu me mudei, jogando fora as chaves da antiga morada.
A vida ensina, a gente aprende. No entanto, isso não quer dizer que não devamos, às vezes, desobedecer as leis que nós mesmos criamos. Cansei de lutar contra mim mesmo, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronto para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você, se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás."



E eu sei que pra ele isso são apenas palavras.

Yeah Rock! Yeah me!

Eu não gosto de aniversários. A minha teoria é que cada ano que passa é um ano mais próximo do fim. Mórbido? Talvez. Só sei que para mim, uma pessoa dark and twisted, isso faz sentido. Faz exatos 20 anos que habito esse veículo e nem por isso me acostumei a estar nessa pele. Eu me estranho diariamente. Desconheço o rosto, o cabelo, o corpo e os pensamentos, principalmente os pensamentos.

Eu me divido, eu gosto e não gosto de tanta atenção. Acho engraçado como o lembrete do orkut faz as pessoas se sentirem na obrigação de dizer algo (as mesmas frases de sempre). O povo ressurge das cinzas. Sentem necessidade de dizer que sentem saudade, como se fosse desculpa pelo sumiço e ao mesmo tempo puxão de orelha pela minha parcela de culpa. But I know better, não importa o quanto gostamos dos outros, a vida toma caminhos diferentes, que com tempo se cruzam menos. As horas livrem diminuem e as responsabilidades se multiplicam. Como os americanos dizem life happened. Simples assim. Não é culpa de ninguem.


No meio de tantos parabéns, felicidades e sucesso, se destacam os recados que têm um toque pessoal, que gritam ‘eu pensei em você enquanto escrevia isso’. Uma amiga escreveu que estava com saudade de conversar comigo, de sonhar a vida. Palavras dela que traduziram aquilo que eu fiz durante toda a minha existência.

Dizem que o tempo parece passar mais rápido conforme envelhecemos pela combinação de percepção, observação e rotina. Quando somos mais novos, tudo é novidade, tudo é aprendizado. Quando vivemos uma nova experiência ela acontece mais lentamente, parece mais demorada. Nosso cérebro precisa apreender as novas informações. Conforme a mesma situação se repete, as reações também são na base do repetéco e as experiências duplicadas apagadas. Acho que crescer é colocar a vida no piloto automático. Esquecer que existem mil e uma formas de fazer a mesma coisa.

Eu continuo aprendendo. Entendi que não responder é um tipo de resposta. Descobri que meu life style também é conhecido como ‘sonhar a vida’. E me mostraram que não importa o quanto eu me esconda, algumas pessoas se dão ao trabalho de descobrir quem eu sou. Percebi isso por causa de um depoimento que dizia o seguinte:

“Menina-mulher, complemento, excentricidade, coração. Treze de julho é mais do que o dia mundial do rock. Pode ser especial para o mundo, mas a partir de hoje, é duplamente especial para mim. Treze de julho é dia da menina-do-rock, do sorriso atraente, da indecisão capilar e do abraço apertado. É dia de carinho no gesto, de irônia no ar, de risadas incomparáveis e de sentimento escondido. A menina que se esconde entre palavras, blogs e livros. A garota que se questiona diariamente os motivos pelos quais a vida lhe ensina. A mulher que encanta a quem ousa esbarrar em seu caminho. A criança que brinca de ser feliz; e que nos faz feliz. Dia treze de julho passa a ser então o dia do abraço, do carinho, do sentimento em demasia. É dia dos vinte, posteriormente dos vinte e um, dois, três. Vinte em idade, duzentos em coração. É, dia treze é especial. É dia de coração com uma pitada de sarcamo, de sorriso com uma dose de impatia, de abraço sincero com provocação. Dia treze, agora é mais que especial. É dia de Arielle.” *

Pois é, atualmente, essa sou eu.



*Valeu Ivan!

Hush Hush

sábado, 10 de julho de 2010 13:56 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários

Eu estou apaixonada. Ele é moreno, usa roupas pretas e anda de moto. Às vezes ele se comporta como um idiota, pelo simples fato de saber o efeito que tem nas pessoas. Por pessoas, eu quero dizer meninas, talvez em alguns meninos também. Deve ser a combinação de marra, arrogância e atitude. Todo esse jeito misterioso que invoca na gente um vontade de descobrir mais sobre ele, ao mesmo tempo que tudo nele grita 'perigo'. Ah, um pequeno detalhe, o Patch ( palavra que significa remendo em inglês), é um personagem do livro Sussurro (título original Hush Hush) da autora Becca Fitzpatrick.
E não, ele não é um vampiro. E se fosse estaria mais para Damon de The Vampire Diaries do que pra Edward brilha muito no corinthians da saga Crepúsculo. E sim, ele é uma criatura sobrenatural, um anjo caído. Do tipo que chega na vida da mocinha do livro causando em todos os sentidos possíveis. Do tipo que as menininhas adoram.
Falando nisso, porque essas personagens principais tão sempre na escola? Graças a dels eu já deixei para trás esse triste período da minha vida (mentira, aqueles foram bons tempos), mas essas autoras parecem que fazem de propósito para esfregar na cara das garotas que de fato estão na escola que sujeitos bons demais para serem verdade, não são de verdade. Então, pode tirar o cavalinho da chuva. Nada de vampiro, lobisomem ou anjo caído para você (ou para mim).
O livro conta a história de Nora Grey, uma menina meio sem sal e sem açúcar mas ainda assim com mais personalidade do que a Bella Swan (ok, isso foi maldade. A Nora é meio nerd e ela cativou um lugarzinho no meu coração), que perdeu o pai recentemente e passa a maioria do tempo sozinha, já que a mãe está sempre viajando a trabalho. Em um belo dia durante a aula de biologia (Crepúsculo feelings) ela se vê obrigada ser parceira de Patch, um cara extremamente atraente e ao mesmo tempo assustador. Varias coisas bizarras começam a acontecer com ela. Coisas que envolvem becos escuros, tiros, pessoas espiando pela janela de noite, perseguições, agressões físicas e por ae vai. E a unica coisa em comum entre todos os acontecimentos é Patch.
São 264 páginas que passam bem rapidinho (eu li em um dia). Os diálogos entre a Nora e o Patch são os melhores. Porque ele é sempre sedutor e debochado. Um irmão perdido de Patrick Verona do seriado 10 Things I Hate About You. É quase como se ele tivesse inventado o Ego (mas tenho certeza que não foi, porque quem fez isso foi um amigo meu. há!). Ele fica provocando ela de tudo que é jeito, são as perguntas, as insinuações, a aproximação do corpo. Chega uma hora que dá vontade de gritar para o livro (sério!): ou você agarra logo ele ou eu farei isso (como eu não sei)!
Apesar de ser um ótimo livro, os personagens não são aprofundados. A melhor amiga, Vee Sky, parece uma daquelas meninas gostosonas que só pensam em se divertir com garotos. A mãe quase não aparece e quando aparece não faz muito pela história. O assassinato do pai é citado as vezes, ela fala que ficou com medo de lugares escuros e fechados por causa disso, mas fica só nisso mesmo.
Mesmo assim, a frase que eu mais gostei foi de uma dessas poucas aparições da mãe dela. Elas dizem que sentem falta dele, e a Nora completa falando, "Tenho medo de me esquecer como ele se parecia. Não nas fotos, mas andando por aí nos sábados pela manhã fazendo ovos mexidos.” I know the feeling.

*nossa, como esse texto tá cheio de parênteses!

Happiness can be found even in the darkest of times. Sério?

"Sabe, às vezes, penso mesmo que dizer "deixa pra lá" cansa menos, e você?"
Os Funerais do Coelho Branco - Dance of Days

Eu assisti o trailer Harry Potter e as Relíquias da Morte. Esse garoto mexe comigo. Deve ser porque crescemos juntos. Sempre tivemos essa ligação. Temos uma história. Eu, ele, a Mione e o Rony ... e claro, todo as outras pessoas do planeta que conhecem aquele universo melhor do que qualquer outro lugar no mundo. Quem dividiu aventuras com ele, durante uma vida que se divide em sete fantásticos livros, e alguns filmes não tão fantásticos assim. 
Conheci o Harry quando tinha 10 anos. Esperei ansiosamente a carta de Hogwarts quando completei 11, e lamentavelmente, ela nunca chegou. Fiz amizades incriveis com pessoas mais incriveis ainda por causa dele. Tudo aconteceu como se fosse mágica. Fiquei noites sem dormir devorando cada um dos livros. Chorei com a morte dos meus personagens preferidos. Passei raiva com algumas revelações. Quando tudo acabou, foi muito estranho. O HP não tinha mais o que crescer e eu uma vida inteira pela frente. Nunca imaginei que ficaria sem notícias dele.
Quase 10 anos depois eu recomecei a jornada, redescobri aquele universo. Achei varias dicas perdidas lá no inicio da história. Poucas pessoas sabem mas foram as aventuras dele com a Ordem da Fenix que me ajuradaram a tirar da cabeça a morte do meu pai. Naquele dia, toda vez que eu fechava os olhos, eu via o exato momento que a vida abandou o corpo dele. E por mais que eu soubesse que aquilo era verdade, parecia mais um pesadelo enquanto estava acordada. Precisava me distrair porque não aguentava mais ver aquilo. Foi o Harry que me fez compainha naquela noite. 
Da mesma forma que o Dumbledore me disse, "Você acha que os mortos que amamos realmente nos deixam? Você acha que não nos lembramos deles ainda mais claramente em momentos de grandes dificuldades? O seu pai vive em você, Harry, e se revela mais claramente quando você precisa dele... Sabe, Harry, de certa forma você realmente viu seu pai ontem a noite... Você o encontrou dentro de si mesmo". Tá, ele disse isso pro HP, mas a moral da história também servia pra mim. Ele também me ajudou.
Pra completar foi inaugurado no mês passado o parque temático do Harry. Eu venderia meu rim no mercado negro para passar uns dias lá. Na verdade, antes da vida me passar mais uma rasteira, o Wizarding World of Harry Potter era uma possibilidade. Um plano para um futuro não tão distante assim. Agora é só mais um item na lista de 'coisas para fazer antes de morrer'.
Toda essa enrolação para dizer que o trailer me deixou arrepiada. Ainda mais quando "Aquele que Não Deve Ser Nomeado", (quer saber, já bem disse Hermione, "o medo de um nome aumenta o medo da coisa em si"), então, quase tive um treco quando Voldermort pergunta para o Harry: Why do you live? e o bruxinho (não mais tão inho assim) responde: Because I have something worth living for! 
Tão lindo. Fiquei tão ansiosa. E já comecei a sofrer porque como diz o primeiro poster do filme, "Tudo termina aqui". E termina de vez!

Os dias e as festas que eu vou lembrar

"A gente sai de cena com as roupas rasgadas, bolsos vazios e a mente confusa, sem saber como fomos parar ali. Mas e se pudéssemos jogar todos os livros fora e carregar conosco apenas a página do agora? É tão comum a gente se apegar ao passado e viver numa réplica dele, na ilusão de que estamos andando pra frente… no entanto, se tivéssemos realmente sido felizes no processo, jamais teríamos mudado. Então a gente muda. Mas o problema é que a gente muda sentindo medo demais. A gente navega perto da costa, esquecendo-se de que poderia ser bom perder o horizonte, seguir a vontade da corrente e atracar na próxima ilha. Por mais que ela demore a surgir no infinito, ela é nova, e a gente chegou lá sem bússola." trecho retirado do Blog do Lucas


Pode parecer irracional mas eu sempre tive medo da palavra mudar. Entendam, não é exatamente da palavra. É de tudo que vem agregado a ela. Toda essa necessidade de deixar de ser o que se é para passar a ser o que se deve ser. Confuso, não? Talvez fosse receio de deixar uma parte de mim para trás e depois perceber que era exatamente aquilo que eu precisava.
Esse meu lado Peter Pan sempre foi muito forte para deixar passar qualquer coisa. Sempre quis ser tudo ao mesmo tempo. Mas o engraçado é que por mais que a gente sofra com as mudanças previsíveis são as que chegam de repente que costumam causa mais estragos. Elas nos colocam em situações onde só existe um caminho a seguir, e ele é para frente. Sem tempo para fazer as malas. Como se a sua casa pegasse fogo e você só tivesse 15 segundos para decidir o que salvar.

Todo esse papo sobre mudanças é resultado de varias coisas que acontecem nesse momento. Algumas são quase bestas quando comparadas as outras. Mas ainda assim me assustam. São pessoas que se foram, pessoas que sempre vêm mas nunca ficam e pessoas que vão embora. São etapas que acabam em breve. É o meu aniversário que chegou rápido demais.
Às vezes eu odeio essas máquinas do tempo de carne e osso que cruzam meu caminho quando tudo que eu quero é voltar atrás. O ideal seria voltar alguns anos, mas se me oferecessem alguns dias, eu ficaria satisfeita. Reviveria alguns sorrisos, alguns abraços, por mais que fossem rápidos e não tivessem para os dois lados a mesma importancia. Por mais que para mim eles sejam um capitulo da minha história e na deles eu seja apenas mais um entre tantos outros trechos. Quase não reconheci o sentimento de felicidade autentica, que há tempos não me visitava.
Enquanto as pessoas batiam cabeça, eu olhei para trás e consegui ver uma Arielle bem mais nova, cantando aquela mesma música, naquele mesmo lugar, em 2006. Ela só pensava numa "girafa maldita do infernos" que deu bolo nela. Admirava aqueles braços fortes que tocavam baixo. Nenhum daqueles meninos tinha nome para ela, mas isso não impediu que eles conversassem depois do show. Foi assim que tudo começou e sinceramente eu já não lembro mais como é não gostar deles.

Eu invejo aquela garota...