Poderia até pensar que foi um sonho ...

Depois de um tempo a gente se acostuma. A gente aprende que saudade só quer dizer uma coisa: descobrir que as pessoas que amamos se espalham por todos os lugares. Não tem jeito. Elas se escondem até nos mais improváveis.
Em algum momento a gente entende que o esforço para se apegar a essas coisas só nos distancia da aceitação. Nada disso tem o poder de trazer ninguém de volta.
O cérebro acaba se perdendo em tantas viagens ao passado e suposições sobre um futuro impossível. Então nos perdemos no tempo. E tudo aquilo que é importante parece que não passa de um sonho ou lembranças de tempos remotos, acontecimentos muitos distantes do presente.
E eu já não sei o que pensar ou sentir. Porque durante um tempo eu tive certeza que tinha aceitado as coisas como são. Eu me acostumei com a dor. Ela não me deixava esquecer como cheguei aqui. Então, se ela não vai embora, o melhor é deixar ficar. Compreender que essa é uma companheira pra vida toda. O problema é que ela voltou a incomodar.
Mais uma vez eu peguei no sono depois de chorar, enquanto eu via um dos meus videos do Jason Mraz. Logo o cara que sempre me fez rir. Aos poucos me lembrei da jornada que me levou até ele. Do dvd de natal (episodio também conhecido como o ataque ao carteiro), todas as vezes que gritei "eu vou no show dele" (e ninguém se importou), a gente perdido em São Paulo, o shopping errado ... é preciso muito amor pra aguentar a minha chatisse. E eu me pergunto se vou encontrar alguém disposto a fazer tanto por mim (egocentrismo mode on).
Talvez seja verdade o que é dito em Greys Anatomy sobre luto: The best we can do is try to let ourselves feel it when it comes. And let it go when we can. The very worst part is that the minute you think you're past it, it starts all over again. And always, every time, it takes your breath away. There are five stages of grief. They look different on all of us, but there are always five. Denial. Anger. Bargaining. Depression. Acceptance.
Dessa vez não foi um quarteto carioca ou a malemolencia de um americano que me ajudou a lidar com essa merda toda. Não foi tão previsível e a verdade é que eu nunca imaginei que fosse encontrar alguém disposto a lutar contra os meus demonios comigo. Com jaqueta de couro ou não. Mesmo que por um breve período. Dessa vez eu tive alguém de verdade ao meu lado para me estender a mão.

Sometimes I ache, baby.

Mania de pensar em inglês

"You think you're the first one to lose anything? You think, that whatever you feel in your heart, I don't also feel it in mine?"
(Remember me/2010)

We both love them and love will always recognize its own kind, no matter the form. So please, keep that in mind. No matter how broken we are.
I know it’ll never be the same again. And whoever said time heals all wounds should be shot for giving us false hope.

Hopefully, someday we both will learn how to let go.

feeling this

E se o toque do outro fizer falta?
E se essa "distância" fizer renascer aqueles sentimentos de insegurança que cantam "tenho medo que pra ti eu seja apenas mais um que te quer"? (Apesar de me chamarem de 'menininha', acho que não tenho mais idade para me sentir assim.)
E se for necessário passar vontade para não se tornar aquilo que despreza, aquela garota previsível?

E se ... e se ... e se ...
São tantas as possibilidades que passam pela minha cabeça, ainda que na realidade a probabilidade seja quase nula. Culpa da imaginação fértil.

Além da minha insegurança típica de uma garota de 15 anos, eu me lembro de algumas músicas daquela época. E o Tom faz a seguinte sugestão:

"Show me the bedroom floor (I'm feeling this)
Show me the bathroom mirror (I'm feeling this)
We're taking this way to slow (I'm feeling this)
Take me away from here (I'm feeling this)"

Odeio perceber que alguém exerce tanto poder sobre mim.

Shit!

Reflexões

"Imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um baço perfurado."


Assim como a maioria das pessoas eu gosto de ter as coisas sob controle. E assim como a maioria das pessoas eu nem sempre consigo o que eu quero. Sem problemas. Eu entendo. Já diziam os Rolling Stones: You can't always get what you want.
O problema é quando as coisas que eu não controlo se passam aqui dentro. Eu tenho essa necessidade incontrolável de saber o que se passa. De pelo menos ter noção do que está acontecendo. Sempre funcionou assim comigo.
Só que as coisas mudaram. Meus pensamentos agora viajam por terras desconhecidas. Interessantes, mas um território por onde nunca me aventurei. Isso assusta. E do jeito que sou transparente, meu rosto é o oposto de uma poker face, posso acabar me entregando. Para desviar atenção acabo falando algo idiota. Qualquer coisa que eu me arrependo no momento que ouço a minha própria voz. Concentro-me tanto em não fazer o que eu quero, que não tenho tempo para em pensar em algo remotamente inteligente para dizer.É melhor parecer boba, do que dar o braço a torcer e deixar claro que estava pensando besteira. Também não é a primeira vez que esse tipo de coisa passa pela minha mente complicada. O que mudou é que antes eram coisas "não fazíveis", e agora é tão "fazível" que dá raiva.
Quando paro para tentar decifrar esse pensamentos (impulsos), percebo que eles vêem sempre acompanhados de sentimentos. São esses sentimentos que estragam tudo. Eles costumavam ser tão claros para mim. E agora surge essa dificuldade em classificar algo que não cansa de mudar, mas nunca deixa de ser uma constante. Simplesmente não sei como me sinto. Isso é frustrante.
Então eu lavo as minhas mãos. Ligo o foda-se. Mesmo que uma parte de mim ainda deseje que as coisas fossem simples como naquela música:

I want you to want me
I need you to need me
I'd love you to love me
I'm beggin' you to beg me


-Que tal um beijo, Saumensch?

"Ficou parado mais alguns instantes, com água pela cintura, antes de sair do rio e lhe entregar o livro. Tinha as calças grudadas no corpo e não parou de andar. Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios."
A menina que roubava livros - Markus Zusak

Uma fanfiction de mau gosto

Sempre aproveito as férias para atualizar meu conhecimento cinematográfico. Ou assistir mais uma vez meus filmes favoritos. Não importa se é coisa nova ou figurinha repetida. Sou fascinada pela sétima arte.

Assisti semana passada o "Ele Não Está Tão a fim de Você". Para variar rolou aquela identificação com a personagem principal. Nem deve ser porque ela sempre interpreta de maneira errada os sinais do sexo oposto. Eu gostei quando um cara fala que a maioria das mulheres espera ser a exceção quando na verdade é a regra. Até porque, se fosse assim, ser exceção seria regra e o espírito da coisa toda ia por agua abaixo. Sei lá.

Eu também adoro o "Tudo Acontece em Elizabethtown". Foi com ele que eu aprendi que sou uma pessoa substituta. Eu não sou nenhuma Amanda, Aline, Nathalie ou qualquer outro nome feminino, sou a Arielle. Segundo lugar ou premio de consolação. "
I'm impossible to forget, but I'm hard to remember". Não posso me dar ao luxo de fazer como a Meredith, do seriado Grey's Anatomy, e dizer "so pick me, choose me, love me". Eu já sei a resposta.

Amadurecência

Às vezes, quando acho que não aguento mais, eu fecho os olhos e respiro fundo. Tento reassumir o controle que só Deus sabe quando eu perdi.
Penso na tatuagem. Visualizo a minha estrela com o par de asas. Lembro da frase que me marcou ('Look at the stars.' Her voice was quiet, almost reverential, as she lay on her back in the grass and stared up at the night sky. 'Everything else in life fades eventually, but not them. They never change').
Lembro que enquanto houver vocês do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar. Vocês foram rumo ao infinito. Tudo faz sentido e vai ser bem melhor. E perdida entre Teatro Mágico e Forfun, Anjo Mais Velho e Constelação Karina, eu entendo. Mais do que isso, eu sinto.
Ainda é cedo para dizer que "tá tudo bem agora". A diferença é que agora eu acredito que em um futuro próximo poderei dizer isso com a certeza de que dessa vez é verdade. 


(talvez toda essa positividade passe logo e eu comece a lamentar as mesmas coisas de sempre mais uma vez. Sei lá. Tenho o hábito de ter uma idéia e mudar meus planos ou ter um plano e mudar de idéia.)

Deixa o tempo

Só agora eu percebi.
É muito mais fácil estar à beira de alguma coisa do que ser de fato o que se quer.
Mas eu chego lá.


E a partir de agora funciona assim: minhas regras, meu jogo.

The Heart of Fate

domingo, 13 de junho de 2010 18:54 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
"He stared at her a long moment. "Women always go for the idiots who don't know what they have…" he muttered knowingly.


Wasn't that just the unfortunate truth?"

A gente aceita o amor que acha que merece.

"Dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada"

sábado, 12 de junho de 2010 10:33 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Eu falo sem parar e geralmente muito rápido. Emendo um assunto no outro, mesmo que não tenham nada em comum. Tagarelo sobre o "meu" universo. São livros, filmes, seriados, esmaltes, faculdade, teorias, pessoas, e por ae vai. Dificilmente falo sobre as coisas que realmente importam.
Esse é o artifício que uso para distrair as pessoas. Dessa forma elas não se dão ao trabalho de perceber as rachaduras. Os ouvintes raramente reparam que alguma coisa não é dita. E poucos supõem que são essas palavras que fazem a diferença.
Mais do que uma mascará, o que eu uso é uma armadura. Do tipo impenetrável (alguns diriam que é literalmente). Feita de respostas rápidas, sarcasmo, ironia e cinismo. Ninguém chega muito perto para descobrir o que se passa lá dentro. 
Por outro lado, quando tiro a proteção, costumo deixar exposta a parte mais frágil. Como se dissesse "essa sou eu. tá aqui o meu coração. faça o que você quiser com ele". Digo isso de maneira isenta de sentimento romântico. Poucas pessoas têm o "privilégio" de me ouvir chorando enquanto falo coisas sem sentido. São apenas as pessoas autorizadas. Quem eu confio e amo. E normalmente chamo de amigos. 
E eu sei que essa Arielle assusta. É mais fácil lidar com piadas de humor negro do que com as lágrimas que me deixam com a cara do Coringa. Eu entendo. Também sei que é fácil se perder na própria bagunça. Por isso, quando a gente acha alguém disposto a oferecer a mão, muitos abraços e algumas palavras de sabedoria, a coisa esperta a se fazer é manter por perto e não se esquecer de agradecer.
Esse tipo de coisa me faz perceber que podia ser pior.

Pois é, obrigada por tuuudo.

We can't escape, we love you till the end.

Como naquela música, "everybody is thinking of you".
A unica diferença é modo como cada um demonstra isso.


Ps: é claro que amamos você.

Grande Tato Russo

Eu cresci escutando/apreciando a Legião Urbana. Confesso que durante um bom tempo fui uma mera reprodutora do que era cantado. Demorei um tempão para descobrir que Santo Cristo, cara que nunca foi muito certo, plantava maconha. Fiquei em choque com a revelação.
Mesmo que não entendesse, eu sabia valorizar a poesia do Renato Russo. Talvez meu subconsciente conseguisse absorver algo que a minha mente imatura ainda não estava pronta para compreender. Eu sabia que tinha coisa boa ali.
Ouvia sempre as mesmas músicas e demorei para descobrir músicas diferentes da banda. Ainda hoje eu me permito redescobrir a Legião. De qualquer forma, eu gosto mesmo das canções que eu sei de cor. Aquelas que conheço cada pausa, cada comentário do álbum acústico.
Algumas dessas músicas são tão especiais que quase beiram a magia, elas me levam de volta no tempo. Mas só por hoje essa não é a questão. O fato é que tem coisas que a gente admira e acha que entende, porém é necessário sentir na pele para visualizar a beleza que vai além da superfície.
“ Tenho sentidos já dormentes; O corpo quer, a alma entende”
Lutar contra a maré cansa. Chega uma hora que até a razão conclui que é mais fácil deixar a onda acertar. Se isso é certo ou errado, não importa mais. Depois da exaustão mental, a dor física não parece tão ruim. Assim como o prazer, não importa a qual preço.
“Logo você que sempre foi tão certinha, quase beirava a chatice” diriam os mais céticos. Mas acontece que lutar contra as vontades cansa tanto quanto passar vontades. E depois de uma vida inteira, mesmo que não seja tão longa assim, de desejos acumulados a conclusão é que não se tem nada a perder de qualquer jeito. Então, melhor é fazer as coisas do jeito divertido para variar.
O Renato também disse "pecado é provocar desejo e depois renunciar". Se é pecado eu não sei, mas tenho certeza que é “uma puta falta de sacanagem”. Com ênfase na falta de sacanagem, que é o que mais falta. Dá vontade de dizer:Just do it, dude! Or don't. Whatever. Screw it. I don't care anymore.
Talvez seja como o meu sonho de consumo/caraescritopeloroteirista disse: wrong time, wrong place.

Enfim, esse foi um texto clássico de desabafo. Sem pé nem cabeça.
Reclamar também cansa.

Idiotice!

09:23 Postado por Arielle Gonzalez 1 comentários

Sorry Justin, but Damon brought sexy back.
UHSUAHSUASHUASHUASHAUSHAUSHAUSHAUSH

Será?

domingo, 6 de junho de 2010 12:26 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Depois de ouvir muita música, a frase que não sai da minha cabeça é "he was just a trick, just a fucking trick".
Por alguma razão acho que chegarei a mesma conclusão no futuro.

No chick flick moments

sábado, 5 de junho de 2010 22:22 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Por mais que eu tenha muitas coisas para fazer, sempre crio tempo livre para fazer coisas inúteis.
Ok, elas podem parecer inúteis, mas na verdade são a distração que me impede de flertar com a loucura.
Num desse momentos guilty pleasure/recordar é viver encontrei um frase super perfeita do meu caçador de demônios badass preferido.


Ele disse o seguinte: He was just one of those guys... took some terrible beatings... just kept coming. So you're saying to yourself, he's indestructible, he'll always be around... nothing can kill my Dad. And then just like that...he's gone. Can't talk about this - gotta keep my game face on. The truth is I'm not handling it too well. 


É bem por ae.

Play the game

Quero te propor um jogo.


A gente se aproxima aos poucos. Dividimos segredos. Só podemos falar nossas vontades brincando. Conversamos sobre tudo. Aproveitamos a proximidade física. Sempre nos provocamos. Com o tempo aprendemos a conversar com os olhos. Mesmo que tudo dê errado, arrumaremos um motivo para sorrir. Ignoramos o futuro. Fingimos que é tudo de verdade. Para não virar rotina, sentimos ciúmes. 


O jogo só tem uma regra: não pode se apaixonar.
O primeiro que fizer isso perde. 


E ae? Vai encarar?

Ainda quero abraçar o mundo. Hã?

'Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio. Também não quero me buscar nos outros, me moldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu.'

Para mostrar que eu ainda sei falar/escrever o bom e velho português.

Sem inspiração

05:11 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários

but I still wish I could.

Let it go

You can't blame yourself. Some people are just broken.

I guess you just try not to care too much and you can't be disappointed.