"Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?"

Eu costumava odiar essa música. Talvez pelo simples prazer de ser do contra, só pelo fato de todos gostarem. A maldita tocava toooda hora na rádio. Eu sempre dizia a mesma coisa : odeio essa música.
Ele costumava gostar dessa música. Com certeza, pelo simples prazer de me irritar. Cantava a maldita toda hora, sempre fora do ritmo. Ele sempre dizia a mesma coisa: você me adora, que me acha foda.


Hoje eu gosto dessa música. Quando a ouço quase consigo ouvir a voz dele.


Como diria o Russell: pode parecer chato, mas eu acho que as coisas chatas são as coisas que eu mais me lembro.



Faz de conta

sábado, 22 de maio de 2010 16:02 Postado por Arielle Gonzalez 1 comentários



"First, you'll feel like, uh, you could have done more to help, but it's not true. You did everything you could. You won't feel that way, but remember me telling you this. You did everything you could. And it'll hurt every time you think of him. But over time, it will hurt less and less, and eventually, you'll remember him, and...it'll only hurt a little."

A ausência de culpa não muda o sentimento de impotência. 
E a nova realidade, que não é mais tão nova assim, ainda parece um sonho.
Gosto mais do faz de conta.

Ele é o mensageiro

"É inegável como a verdade pode ser brutal às vezes. Só dá pra admirá-la. 
Geralmente passamos a vida acreditando em nós mesmos. "Eu tô bem", dizemos, "Tá tudo bem". 
Mas às vezes a verdade pega no pé e não tem santo que a faça desgrudar. E aí que percebemos que às vezes ela nem chega a ser uma resposta, mas sim uma pergunta. Mesmo agora, estou aqui pensando até que ponto minha vida é convincente."

Me deixa ...

Algumas pessoas, assim como eu, teimam em gostar apenas de quem não sente o mesmo. Um amigo me disse que isso é auto-sabotagem. Escolhemos alguém inatingível, prevendo o futuro de que não dará certo, para depois lamentarmos que ninguém gosta da gente e blá. Diz ele que essa é uma maneira de se proteger, eu discordo. Para mim, isso tem cara de sofrer por antecipação.
Também há quem diga que eu penso muito antes de responder. Que me escondo atrás de uma barreira, como se cada palavra fosse calculada. Discordo mais uma vez, aquilo que digo raramente passa por algum tipo de filtro. Quando percebo, já falei. Minha ironia, meu sarcasmo e cinismo é natural, quase instintivo. E me arrisco a dizer que me orgulho disso.
Tudo isso para justificar que o modo como tratos os outros está profundamente ligado ao modo como me sinto sobre a pessoa. Não serei hipócrita ao afirmar que trato todos da mesma maneira. A educação permanece, mas os limites que estabeleço com cada um, depende do quanto gosto da criatura em questão. Logo, não adianta tentar forçar uma situação. Minha existência não se resume a agradar ninguém. Graças a Deus! 

Falando em gostar ou desgostar, tenho o seguinte pensamento recorrente: "Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto."

Nostalgia feelings

domingo, 16 de maio de 2010 04:03 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários



Conheço uma música que diz "eu não consigo ser alegre o dia inteiro". Ninguém consegue, eu sei.
E li outro dia o seguinte texto: "Tenho desistido da ideia de eterna felicidade. Desisti. Os momentos que a gente chama de bons momentos só são chamados assim porque existem também aqueles que queremos esquecer. Bons momentos são bombas de endorfina que amolecem os espinhos que nos insistem em perfurar as partes onde nossa pele é mais fina. E essas partes são muitas, principalmente quando estamos despidos de armadura (sempre?). Tendo isso em mente, faço o que está ao meu alcance para que esses momentos sejam numerosos, visto que eles jamais são duradouros. Endorfina vicia." Verdade também, certo?
Tem manhãs que ouvir o alarme do celular, Back in Back – ACDC, me entristece. É lógico que acordar cedo não é e nunca será o momento mais esperado do meu dia. Mas foi preciso alguns meses para entender que isso ia além da superfície. Não era uma tristeza sem fundamento, para variar. Sinto falta do meu antigo despertador. Aquele com alarme personalizado, que dizia “Bom Dia Vietnã” e desligava meu ventilador. Não é a música que me entristece, é a voz que mudou. A ausência que começa a mostrar as garras ali. O que me mata não é a falta do café pronto e do pão torrado, é levantar da cama sentindo que mais uma vez tem alguma coisa faltando. A impressão de que alguma coisa ficou adormecida lá e não quer levantar mais.

“Antes eu sonhava, agora já não durmo.”
Sentir saudade cansa.

Pois é. Não deu.



algumas memórias nunca desaparecem.
e tem dias que elas são as que mais doem.
elas ainda conseguem me fazer perder a respiração.


todo mundo tenta aprender a lutar contra a morte, mas ninguém ensina como seguir em frente vivendo.


e eu, continuo com essa terrível mania de perseguir aquilo que me faz mal.


dizem que quando a cabeça não pensa o corpo padece, mas se a mente não para, a alma enobrece? (tenho quase certeza de que alguém já disse isso, mas quem se importa)


acho que hoje é a minha vez de pedir um abraço.
droga.

Inspiração

"A música estava no ar o tempo todo, eu é que estava usando fones."


De alguma maneira (de um jeito estranho, confesso) é com você que divido cada canção que ouço, cada palavra que leio e parte de tudo que vejo. 
Por algum motivo desconhecido, você já se misturou no que sou, virou parte da minha história.
E tudo isso ainda não é suficiente. Às vezes pareço invisível, você não enxerga o mais óbvio. 
Então, eu desejo que você seja meu durante uma horinha. Na esperança de que na hora seguinte seja a sua vez de me querer. 

Graaaaaaaande Bob!

"You may not be her first, her last, or her only. She loved before, she may love again. But if she loves you now, what else matters? She's not perfect - you aren't either, and the two of you may never be perfect together but if she can make you laugh, cause you to think twice, and admit to being human and making mistakes, hold onto her and give her the most you can. She may not be thinking about you every second of the day, but she will give you a part of her that she knows you can break - her heart. So don't hurt her, don't change her, don't analyze and don't expect more than she can give. Smile when she makes you happy, let her know when she makes you mad, and miss her when she's not there." Bob Marley

So true.


Um - Quando foi que as coisas perderam o significado e passaram ser coisas totalmente diferentes?
Dois - Porque as minhas definições são sempre as mais tristes?
Três - De onde eu tiro essas perguntas tão difíceis? 

Entre ser covarde e fazer coisas inúteis

domingo, 9 de maio de 2010 23:09 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Talvez seja por hábito. Não é por falta de tentativa e/ou esforço para alterar isso.
Só sei que, covardemente, fujo de algumas coisas tanto quanto continuo perseguindo, inutilmente, outras.
Fato.

Direto do túnel do tempo

sábado, 8 de maio de 2010 18:17 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Encontrei perdido no computador um texto do comecinho de 2008 que mostra quanta coisa mudou em dois anos. Muito mais do que eu poderia imaginar... 
Ainda bem que nostalgia não mata. 


Sei lá, meu pai sempre foi meio ausente, sempre trabalhou muito para termos uma vida confortável, mas ainda assim posso dizer que tivemos bons momentos pai/filha. Atualmente eles são relacionados a carros, eu sou apaixonada por carros antigos, tipo o Chevy 67, e ele sabe tudo sobre o assunto.
Uma das minhas lembranças mais antigas relacionada a esses momentos envolve musica. Eu lembro que todo dia durante o horário político, ele desligava a tv e colocava um cd no rádio, e a gente ficava lá, deitados na sala ouvindo música de qualidade. Também me lembro das nossas longas viagens para fazenda quando a família inteira cantava junto.
Hoje em dia por causa da faculdade e do fato dele trabalhar cada vez mais pra se levantar das rasteiras da vida, esses momentos são cada vez mais raros.
Acho que foi desses momentos que nasceu o meu amor e dependência pela música. Eu era pequena e já cantava imitando o sotaque do Cazuza, como se tivesse nascido no Rio. Depois quis ser poeta igual ao Renato Russo.
A música sempre foi muito importante pra mim, quando não conseguia dormir porque a cabeça estava cheia demais pra simplesmente desligar, era ela que me acalmava e ainda acalma. Quando tenho que fazer as terríveis tarefas domésticas é ela que me dá gás. É a música que me cura e inspira...
Às vezes perco a fome quando fico triste e outro dia durante um desses momentos de tristeza instantânea minha vó me perguntou: Forfun alimenta? A resposta foi sim. Alimenta a alma. Não só a música, me alimento também do barulho da chuva, do vento e às vezes até o silêncio serve, depende do momento.

Tão lindo ...

sexta-feira, 7 de maio de 2010 04:48 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários

Não quero mais brincar disso

"Ele não quer me amar, mas também não quer me perder."

Gosta do jogo de gato e rato, do tá quente e tá frio, do ciúmes inapropriado.
A gente finge que tem direito de se meter na vida do outro até onde convém. Depois os dois seguem suas vidas, cada um vai para um lado. E a realidade nos alcança. 
No dia seguinte começamos tudo de novo, dura até a hora de ir embora, quando tudo que consigo pensar é: brincar cansa! Para logo em seguida, surgir um sorriso no rosto e a lembrança de que "o que obviamente não presta sempre me interessou muito".

Mania de desconstruir as coisas ...

sábado, 1 de maio de 2010 13:33 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

"Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada."

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."


Quando perco palavras, pego emprestada as dos outros.

Só a Arielle.

05:11 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Só a Arielle levanta.
Só a Arielle se prepara.
Só a Arielle vira a mão na cara dela.




Isso seria tão melhor que a realidade.
Porque paciência é bom.
E eu não tenho.