Ser normal é superestimado.

Always too something and never enough.

04:31 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Pois é.
Essa é a história da minha vida.


All the years hadn't changed it.
Yet.

Primeiro Andar¹ e Dois Barcos²

"Não faz disso esse drama essa dor
É que a sorte é preciso tirar pra ter
Perigo é eu me esconder em você"¹

"E se já não sinto teus sinais,
pode ser da vida acostumar
Será?"²

"Eu escrevo e te conto o que eu vi,
e me mostro de lá pra você.

Guarde um sonho bom pra mim"²

Mesmo assim aquelas noites foram muito legais ...

"Quando você para pra pensar se gosta de alguém é porque já deixou de gostar dela pra sempre." 

Se isso for verdade, ontem me fizeram perceber, que não tenho mais espaço para eles na minha vida. Ou melhor, que o tempo apagou o brilho que dava destaque a eles. Não reconheci naquelas palavras o que antes costumava me cativar. Era um gostar que não passava de um hábito, nada mais.
Percebi que a antiga rota de fuga não condizia mais comigo. Não faz sentido continuar perseguindo algo tão distante, inconstante.

Foi bom enquanto durou.

"Porque o mundo nunca para de girar"

Shitty year.

domingo, 25 de abril de 2010 02:11 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
São as escolhas que não deveriam ser feitas por mim que me tiram a calma.
Elas devem ser feitas por alguém. E ultimamente essa pessoa sou eu.
O difícil é que agora não existe outra escolha a não ser escolher.
Invariavelmente uso as músicas e as fotografias para tirar isso da cabeça.
Até não poder mais. 
Então faço uma combinação de uni-duni-tê com sorte e intuição.
Depois é esperar pra ver no que vai dar.
E aguentar.

wish you well

Ele beijou o meu rosto como se quisesse beijar meus lábios.
E eu quis que ele tivesse coragem de fazer isso.
Pelo menos uma vez.
Será que alguém já morreu de vontade?


Não sei, talvez sejamos os primeiros.

A verdade é o que dói.

11:12 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
e só.

No fim das contas

Ainda que a vida tenha sido alterada da maneira mais louca possível, para manter a sanidade era imperativo que eles agissem como se não tivesse acontecido absolutamente nada.

Porém alguma coisa parecia despertar a impressão de que ela continuava a não passar de uma grande piada – uma sucessão interminável de um repertório constante de tagarelice sem sentido.


O que importa não é dito.

Tanto quanto ar

"A vida lhe ensinou que todos precisamos tanto de grande e pequenas mentiras quanto de ar. Dizia que se fôssemos capazes de ver a realidade do mundo e de nós mesmos, sem rodeios, por um só dia, do amanhecer ao entardecer, daríamos cabo da própria vida ou perderíamos a razão."


só para acabar com as teias de aranha ;D

Ohana quer dizer família

Eu cresci rodeada de amor. Primeira filha, primeira neta, primeira e ponto. Reinei durante longos quatro anos dos quais não tenho recordações. 


Depois, vieram as noites frias, quando o colchão de casal ia pra sala e a familia toda assistia filme junto, comendo pipoca e tomando chocolate quente. Lembro das manhãs de pastel no posto e noites de pastel no sítio. Lembro do café fresco e do pão torrado quase todas as manhãs, menos natal e ano novo. Tudo isso pra mim é sinônimo de familia.

Óbvio que nem tudo foi sempre assim, mas mesmo quando a história dava errado, eu lembro dos risos. Tem o acidente com a caminhonete, a ordem de despejo, os hospitais.

Família. As tardes de sábado e domingo. O clubinho seleto que a gente não deixava ninguém entrar. As piadas internas, a cerveja, a coca-cola e o pudim. Sempre tantas vontades, tantos mimos. 

Aos poucos as coisas se acabaram. Primeiro foi a feijoada depois o café da manhã. Com os dois foi todo o resto. 

As refeições ficaram mais aguadas, mais salgadas. Não sobrou muito.

E agora? Só agora a gente vê como a dor reconhece o seu tipo no próximo. Familia são aqueles que perderam o pai, o marido, o filho, o cunhado e o irmão. Os que perderam a avó e a mãe. Todos juntos. Pensando a mesma coisa, chorando a mesma dor, ainda que incapazes de falar.