Pois é.

sábado, 30 de janeiro de 2010 20:52 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
São tantas coisas para pensar que as vezes procuro respostas para questões que já esqueci, ou melhor, que se perderam no emaranhado de pensamentos que é meu cérebro no momento.

Eu sei que uma hora a ficha vai cair e perderei o chão, mas no momento ainda me iludo, acreditando que o barulho de cada e todo motor movido a diesel é ele voltando pra gente. Mesmo sabendo que dessa vez isso não vai acontecer.

Não consigo evitar.

De barriga cheia.

Por mais que eu tente doma-las, as palavras ainda me fogem, tornando as lágrimas as responsáveis por toda minha expressão. As vezes, basta respirar fundo para reassumir o poder, mas quando o abraço é forte e rola aquela troca de energia, eu mando o auto-controle pro inferno, e alivio a pressão interna da maneira mais primitiva possível, chorando feito uma bebe.

E no fim do dia a conclusão sempre é a mesma: quem disse que não é lugar, são as pessoas foi um gênio.

Ainda que toda essa situação seja desagradável, eu consigo ver que podia ser pior. Se hoje me sinto tão forte é porque sei que estou rodeada de gente especial que nunca me deixaria cair.

Acontece que é fácil se perder e imaginar que o mundo gira ao nosso redor quando as coisas mudam de maneira tão drástica. Por isso venho por meio deste agradecer aos meus amigos, os novos e os de sempre, que nessa hora difícil me mostraram que as vezes as palavras não são necessárias, basta um olhar, um abraço, aquele carinho.

Eu queria fazer um texto lindo, mas a verdade é que tudo que tenho a dizer é OBRIGADA POR TUDO.
Acho que esse é o tipo de coisa que a gente não pode se esquecer de fazer.
São eles que me fazem crer que eu vou ficar bem, que magicamente transformam os momentos de risada em algo autentico.

Quase de manhã

E pela manhã a primeira coisa que vem a mente é que talvez dessa vez eu possa enganar o tempo, e pedir para ele voltar atrás. Depois, talvez outro dia, ou quem sabe em outra vida.

Grande truque

00:58 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
O truque é levar o cérebro a exaustão.
Quando não sobra nem um pingo de energia a unica coisa que se pode fazer é se entregar ao sono, e torcer por um sonho bom.
Mesmo sabendo que no dia seguinte a realidade ainda será a mesma.

Life sucks, and so do death.

será que ainda sobrou alguma coisa?

Tá tudo estranho. O tempo passa devagar, e não consigo dizer ao certo quando foi que as coisas aconteceram.

Parece que foi ontem que eu grite: não vai almoçar não, cabeça? Mas pera ae, foi ontem mesmo. É, tá tudo diferente. Surreal. Cruel.

Perdeu a cor. Brotou a raiva. Choveram lágrimas.

Surgiu a vontade de gritar: what the hell? Mas a vontade passou, porque voz é privilégio de poucos e ser coerente no momento não é meu forte.

Será que verdade? Tudo não passa de um pesadelo louco do qual vou acordar suada e chorando? Cade a justiça? Como isso tudo foi acontecer?

Sobrou o medo. Fugiu o sono. Ficou a dor.

Quando é que esses dias melhores de fato virão? Quando, me diz? Quero palavras sinceras, de fontes confiáveis, de gente que se importa. Quero certezas.

O que eu fiz de tão ruim para merecer isso?

Eu queria dormir. Durante tempo indeterminado, e acordar de olhos secos, anestesiada.
Queria que tudo não passasse de uma brincadeira de mau gosto. Queria que não fosse assim.

Queria ele aqui. Ouvir o barulho da caminhonete, ele chamando o Negrones de abestado, a música sendo abaixada, o noticiário no horário do meu seriado, as tirações de sarro, o tapa na testa, os shows, a desconfiança dos meus cariocas, a paciência de ouvir minhas teorias, obsessões e novidades nada importantes. O orgulho estampado no rosto. Queria tudo isso e muito mais. E quem sabe assim o mundo voltasse a fazer sentido. Mas quem sou eu pra querer alguma coisa? As coisas são como são, não importa o quanto a gente tente negar.

Por isso repasso o lápis no olho, respiro fundo, coloco a mascará de forte.
E espero. Tudo vai passar.

eu só queria saber o porque

Às vezes coisas ruins simplesmente acontecem, sem razão ou motivo. Elas acontecem e somos deixados para recolher os pedaços que sobraram da melhor maneira possível.

domingo, 17 de janeiro de 2010 01:38 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
when i look to the sky to help me and it often looks like rain

not anymore.
finally

O que é.

Eu gostaria de dizer que é culpa do meu coração partido. Apontar o culpado clássico de dramas adolescentes, dizer que foi aquele estranho que por motivos desconhecido a gente cultiva sentimentos nobres e ilusórios.

Dizer que minha falta de animo nada mais é do que o sintoma de quem ama e não é correspondido, de quem faz de tudo pra dar certo e nunca chega a lugar nenhum.

Mas dizer tudo isso seria mentir. Não me incomodo com essas coisas. O que dói é a saudade que quando bate é pra derrubar. As lembranças conseguem ser piores que facadas.

Porém, como diria Nando Reis: não vou fingir que está tudo bem mas um hora isso vai se acabar.

Sim, isso é uma quase cópia descarada de um trecho do livro A Sombra do Vento. Isso tá a tanto tempo martelando na minha cabeça, que achei que já estava mais do que na hora de "botar pra fora".

sábado, 2 de janeiro de 2010 22:31 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
As festas de fim de ano acabaram, logo, o que nos resta é emendar no carnaval.

O bom e velho carnaval, que tão bem define o povo brasileiro.

As vezes, acho que não sou daqui.

E obviamente, isso foi escrito com ironia.

Ano Novo

Não acredito no ano novo. Nesse poder de mudar as pessoas. Não deixarei de ser preguiçosa, não arrumarei namorado, ou farei um regime porque 365 dias se passaram, e mais uma vez é a suposta hora de fazer planos.

Não vejo ninguem celebrando a mudança dos meses, dos dias, das horas. Tudo isso passa e nem por isso as pessoas resolvem que é tempo de mudança. Falando parece que sou contra as coisas não serem mais as mesma, porem, só por hoje a questão não é essa.

Não acredito no ano novo pelo simples fato de que sou eu que faço a hora de mudar de rota e começar do zero, não importa se é dia 1º de janeiro ou 31 de outubro. Tenho o poder de livre arbítrio e por isso posso fazer qualquer tipo de transformação em qualquer momento porque a questão não é o dia, sou eu.

Quando estarei disposta a me avaliar e resolver se tá na hora de dar aquela aperfeiçoada, ou não, e talvez seja melhor deixar as coisas como estão, nisso sim eu boto fé. Não é a calcinha rosa, a roupa branca, e a to do list que vai fazer a diferença nos 365 dias que estão por vi, e sim meu jeito de encara-los.

A minha conclusão é que acredito no ser humano, no poder de renovação, no ritmo de cada um. Talvez essa celebração de final e recomeço seja o catalizador que alguns precisam, a coragem que não foi cultivada durante todos os outros dias, o empurrãozinho .

E no fim, ironicamente, tudo não passa de mais um virar de página. A leitura continua e outro capitulo começa.