Tudo vai passar

Eu li uma vez que decepção borra a maquiagem, mas não a minha. Faço piada dela, da situação ridícula onde me meti e de como as coisas acabaram.

Só que a decepção nunca vem sozinha, na verdade ela só chega depois da expectativa. Das borboletas, do friozinho na barriga, da coragem instantânea.

É a mistura dos dois que me faz ficar assim, lamentando aquilo que não foi. De luto pelos diálogos que tive só na minha cabeça, as coisas em comum que imaginava ter com ele, por todas as suposições.

Mas eu estou bem. Bem lá no fundo.
Tudo por que eu posso dizer:
"Eu não ligo, prefiro pensar que arrisquei
e que pelo menos eu tentei"

título pra que?

sábado, 7 de novembro de 2009 23:58 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Bateu uma saudade enorme. De mim.
De quem eu era ano passado, daquilo que eu acreditava, do modo que levava a vida, de toda a leveza.
Das minhas prioridades imaturas, daquilo que eu achava importante, da minha inocência.
Dos meus textos “drama Queen”, dos meus problemas superficiais, do pensamento positivo.
Dos meus ídolos que caíram do pedestal, das aventuras, dos telefonemas, dos amores.
Das horas no msn, os bloqueios de criatividade, as tarde no sofá, meu cochilo da beleza.
Das pessoas. Do fotolog.
De tudo. Da simplicidade da época.

É loucura demais invejar/cobiçar aquilo que eu já tive e fui?
Vontade de gritar: para o mundo que eu quero descer! Quero voltar ...

Mas vou respirar fundo, quantas vezes forem necessárias.
E repetir mentalmente: everything will be fine.
E assim será.

Sim, fim de ano me deixa assim, meio perdida, meio nostalgica. E totalmente cansada.

Dos shows.

A gente percebe que uma coisa é boa quando sente uma necessidade incontrolável de tirar fotos sem parar, como se a magia de eternizar um momento, fosse capaz de eternizar a sensação.

Sempre me sinto assim em shows. Acabo ficando dividida entre registrar quem está no palco e dançar, pular e cantar junto. Escolho fazer um pouco de cada coisa, isso explica as fotos fora de foco e os vídeos com a minha voz de gralha ao fundo.

Amo shows. A sensação de estar junto. Cantar junto. Vibrar junto. Estar em sintonia. A distância entre quem é pago para estar ali e quem paga para estar, que se torna mínima. Virar uma massa vivenciando e celebrando a música. Magia pura!

Eu me emociono com shows. Fico sensível, choro fácil, canto a pleno pulmões, danço como se não tivesse um só ossinho no corpo. Depois tenho depressão pós-show, acompanhada da mesma pergunta de sempre: aquilo tudo aconteceu mesmo?

Então chega a hora de correr para o computador e tentar passar tudo para um texto. Como se registrar fosse impedir minha memória de pregar peças. Mas não importa. Independente do que sobre, dos dias que eu passo falando sobre as mesmas coisas, o que marca é o sentimento de pertencimento. Todos juntos por um mesmo motivo.
A felicidade instantânea do show.

Que venha Mraz!