Tudo de novo

Combinação férias e fim de ano sempre dá na mesma. Um balanço que resulta numa conta negativa, algumas noites sem dormir, dor de cabeça , enfim, frustração.

Acho que isso acontece por causa do tempo livre em excesso. Acabo colocando tudo na balança, medindo cada passo, cada escolha, cada tudo e consequentemente nada.

Toda essa angustia vem não sei da onde, não sei porque, só sei na verdade quando. Começa em novembro e vai embora com o passar do ano que chega.

Esse ano o natal ganhou um novo contexto. Virou sinonimo de falta. A ausencia daquela que aqui em casa nunca é nomeada mas sempre é extremamente sentida. Ela surge em tudo com uma força intensificada pele espirito natalino, renovada pelo ano que logo mais tá ae.

Ela está presente na arvore que foi decorada pela metade, nos presentes que não foram comprados, nos descaso com as festas, na ceia que vai ser sem graça, na falta de empolgação, no choro quase sempre contido, em todas as velhinhas que vejo pela rua, perdida nas lembraças desencavadas, na voz que aos poucos parece sumir.
Está em mim como uma ferida que não cicratiza. Aquele machucado que quando está criando casquinha a gente vai lá e arranca. Parece loucura e por isso fica mais dificil ainda explicar.

Só sei que essa costumava ser a época dela. Simplesmente porque ela sempre adorou dar presentes, na verdade nem era preciso uma data pra isso.

Por essas e outras acabo achando que estagnei. Meu luto virou zona de conforto. Sinto como se estivesse ficando para tras, e sem vontade nenhuma de me esforçar para seguir em frente.



Sei lá.

Tudo vai passar

Eu li uma vez que decepção borra a maquiagem, mas não a minha. Faço piada dela, da situação ridícula onde me meti e de como as coisas acabaram.

Só que a decepção nunca vem sozinha, na verdade ela só chega depois da expectativa. Das borboletas, do friozinho na barriga, da coragem instantânea.

É a mistura dos dois que me faz ficar assim, lamentando aquilo que não foi. De luto pelos diálogos que tive só na minha cabeça, as coisas em comum que imaginava ter com ele, por todas as suposições.

Mas eu estou bem. Bem lá no fundo.
Tudo por que eu posso dizer:
"Eu não ligo, prefiro pensar que arrisquei
e que pelo menos eu tentei"

título pra que?

sábado, 7 de novembro de 2009 23:58 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Bateu uma saudade enorme. De mim.
De quem eu era ano passado, daquilo que eu acreditava, do modo que levava a vida, de toda a leveza.
Das minhas prioridades imaturas, daquilo que eu achava importante, da minha inocência.
Dos meus textos “drama Queen”, dos meus problemas superficiais, do pensamento positivo.
Dos meus ídolos que caíram do pedestal, das aventuras, dos telefonemas, dos amores.
Das horas no msn, os bloqueios de criatividade, as tarde no sofá, meu cochilo da beleza.
Das pessoas. Do fotolog.
De tudo. Da simplicidade da época.

É loucura demais invejar/cobiçar aquilo que eu já tive e fui?
Vontade de gritar: para o mundo que eu quero descer! Quero voltar ...

Mas vou respirar fundo, quantas vezes forem necessárias.
E repetir mentalmente: everything will be fine.
E assim será.

Sim, fim de ano me deixa assim, meio perdida, meio nostalgica. E totalmente cansada.

Dos shows.

A gente percebe que uma coisa é boa quando sente uma necessidade incontrolável de tirar fotos sem parar, como se a magia de eternizar um momento, fosse capaz de eternizar a sensação.

Sempre me sinto assim em shows. Acabo ficando dividida entre registrar quem está no palco e dançar, pular e cantar junto. Escolho fazer um pouco de cada coisa, isso explica as fotos fora de foco e os vídeos com a minha voz de gralha ao fundo.

Amo shows. A sensação de estar junto. Cantar junto. Vibrar junto. Estar em sintonia. A distância entre quem é pago para estar ali e quem paga para estar, que se torna mínima. Virar uma massa vivenciando e celebrando a música. Magia pura!

Eu me emociono com shows. Fico sensível, choro fácil, canto a pleno pulmões, danço como se não tivesse um só ossinho no corpo. Depois tenho depressão pós-show, acompanhada da mesma pergunta de sempre: aquilo tudo aconteceu mesmo?

Então chega a hora de correr para o computador e tentar passar tudo para um texto. Como se registrar fosse impedir minha memória de pregar peças. Mas não importa. Independente do que sobre, dos dias que eu passo falando sobre as mesmas coisas, o que marca é o sentimento de pertencimento. Todos juntos por um mesmo motivo.
A felicidade instantânea do show.

Que venha Mraz!

Deixa rolar

Às vezes as pessoas são confundidas com objetos. Coisas que existem em função de outras coisas, com o único objetivo de servir ao outro.


O motivo é simples, é muito mais fácil responsabilizar terceiros e se isentar da culpa. E o problema é que no fim do dia o culpado não faz a menor diferença, a vida continua sendo minha/sua/dele. Não importa quem tomou a decisão.


É por isso que eu me permito mudar de idéias, fazer as coisas no meu ritmo e escolher as minhas escolhas. Depois eu faço o que tiver que fazer e lido com o que tiver que lidar. Sem fazer enquete sobre a minha vida.

Do supertramp

"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong."

será?

Do vento

Uma amiga muito querida me emprestou um livro muito bom, cheio de intrigas e mistério, chamado “A sombra do vento”. Cheio de frases de efeito que não são facilmente digeridas e obrigam o leitor a refletir. Assim como o personagem principal me perdi nas páginas dele, como se aquela fosse a minha história.
"Os livros são como espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro", ou era algo assim. Estou começando a achar que isso se aplica a basicamente tudo. Funciona assim com o universo, o jeito que cada um enxerga. Pode parecer egocentrismo, mas começo a acreditar que vemos o mundo dessa maneira mesmo, como reflexo do nosso conteúdo, oposto e extensão.
Eu poderia mudar o nome do blog para “nostalgia” ou “morbidez”. Acabo sempre escrevendo sobre coisas que foram e não voltam mais. Assistindo os seriados de sempre começo a me perguntar se morte sempre foi um assunto tão popular e só eu não percebia. Desde quando é obrigatório citar os 5 estágios do luto?
Se eu fosse do tipo que acredita que o mundo gira em torno de mim, diria que é uma conspiração ou que tudo acontece comigo. Mas sei que a morte é coisa tão natural quanto a vida, assim como a dor.
E é por tudo isso que eu volto a pensar nela (ok, volto não é a palavra certa, já que voltar implica em ter parado de fazer algo em algum momento, e não é isso que está acontecendo). Se o mundo não gira em minha volta, às vezes o meu gira em torno da falta dela. Não é uma questão de negação, raiva, barganha, depressão ou aceitação, já transitei muito entre essas etapas, é essa confusão que é facilmente confundida com vazio que me mata.
E sabe o porquê de tudo isso? Porque as coisas deram errado. E depois de uma vida inteira correndo pra casa dela quando as coisas complicavam, perdi o rumo por não ter para onde ir. Senti falta de alguém que se importasse de verdade.

Cansei.

Rapidinha.

Eu voltei lá. Encontrei só ecos da tua ausência. Tudo mais cinza, sem graça e vazio.
"Não é o lugar. São as pessoas"

Do camelô.

Pode ser clichê, mas acredito que mesmo apesar de algumas pessoas terem aparências semelhantes cada conteúdo é único. Contudo, quando a fórmula funciona sempre aparece alguém que acredita que ser você é muito melhor que ser quem realmente é.
Com o tempo descobri que somos uma soma do que nos rodeia. Um pouquinho dos nossos pais, misturado com uma pitada dos nossos amigos, mais algumas colheradas de filmes, seriados, livros e músicas, tudo dissolvido naquilo que já nasce com a gente. Cada receita é única, por ter medidas e ingredientes variados.
E justamente quando você acerta a mão na massa aparece alguém que gosta tanto do resultado que acha uma boa idéia copiar a sua fórmula. O problema é que o segredo não está só nos ingredientes, e sim, no modo como a coisa é preparada. Tipo comida de vó, não importa o quanto a sua mãe se esforce para seguir as instruções a risca, nunca fica igual.
Mas isso não impede ninguém de tentar. Para quem têm medo de ser autentico e prefere ser apenas o reflexo de outra pessoa, eu digo: “cada um sabe a dor e alegria de ser o que é”. Ninguém vive num mundo cor de rosa onde os problemas se resolvem magicamente.
Pode ser que alguns levem a vida com mais humor, fazendo piada da própria desgraça, ou omitindo qualquer coisa errada atrás de um sorriso de plástico. Por isso, não se iluda. Ninguém gosta de imitações, “produtos” originais costumam fazer mais sucesso.
Evite atalhos. Construa sua essência, aquilo que te torna único. Não cobice o que não é seu por direito. Lute apenas por aquilo que fez por merecer. Trace sua jornada e crie seu próprio caminho.

do retrovisor

domingo, 4 de outubro de 2009 22:52 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários

Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi... calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente
Coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe... que coisas são essas

O Teatro Mágico – Amem

Enquanto guiava minha moto pelas ruas da cidade de Santos, numa noite fria de outubro, percebi que sou incapaz de fazer qualquer coisa no transito sem consultar os retrovisores. E de repente, me passou pela cabeça que talvez isso seja o reflexo de um hábito que vem de muito antes da carteira de motorista.

Quando pequena tinha medo das incertezas do futuro, e chorava inconsolada até pegar no sono. Com o tempo inventei um mantra com a única função de ser repetido até que eu acreditasse: tudo vai passar.

Aceitava isso de cabeça baixa, uma aparência cansada, e a nostalgia estampada no peito. Há quem diga que não existe tempo melhor que o hoje, eu sempre achei o ontem muito mais tentador.

E desenvolvi uma teoria (Gosto de teorias. Elas me acalmam. Reconfortam. Funcionam como um abraço apertado depois de um grande tombo, não cura, mas faz a gente se sentir melhor), são as minhas escolhas que me fazem quem eu sou. E pra mim, ser é uma coisa muito importante. Não me contento em só existir. Logo, todas as decepções e frustrações foram tão importantes na construção do meu ser quanto às alegrias e vitórias. E ficar lamentando todos os “e se” não muda nada, então não vale a pena sofrer por algo que poderia ter sido, ou não.

É engraçado como ontem às vezes parece há um século, assim como o amanhã às vezes parece não chegar nunca. O tempo é uma coisa relativa. Só sei que gosto de olhar pra trás e assistir minha vida como se fosse um filme em preto em branco. Essa idéia de distancia, que ao mesmo tempo me assusta e fascina. Colecionar memórias. Contemplar o que passou e não volta mais. Perceber que algumas coisas aconteceram e nem percebi. E sentir orgulho de ter chegado até aqui.

Sobre o futuro prefiro nem pensar. Todas as expectativas de virar gente grande. Ter um salário, casa, carro e uma família pra cuidar. Talvez já tenha passado do ponto, esteja ficando para trás. Mas não me incomodo, tudo tem seu tempo. E o mais irônico é que é dele mesmo que tenho medo. Medo de não ter tempo suficiente, ou de ter demais e ser mal aproveitado. Mas isso já é assunto para outro dia.

Sei não.

Preciso de distração. Algo que me arrebate, tire os pés do chão e faça a cabeça girar. Sentir frio na barriga, coração acelerado e boca seca. Mil idéias passando pela cabeça, mas todas se recusando a sair.

Quero fazer papel de tola. Ter sorriso estampado no rosto por nenhum motivo especial, pelo simples fato de estar ali. Voltar a acreditar em finais felizes, me sentir inteira, não ter que remendar o que sobrou.

Não quero mudar de assunto pra não chorar, ter que carregar a ausência e ter carimbado nos olhos um vulto de algo que não vejo mais. Queria matar a saudade que todo dia mata um pouquinho de mim.

Quero deixar pra lá essa imagem de sobrevivente, deixar de ser assombrada por quem se foi com vontade de ficar, deixar de ser a especialista em ficar pra trás.

Quero abrir mão de tudo, Da dor e do prazer. Levar uma vida mais leve, do tipo que a gente sente sem saber. Sem procurar significado e sentido em tudo.

Quero deixar de ser hipócrita, aceitar que o único caminho é seguir em frente e que a dor que ficou não é o seu único legado. Mas tenho medo, quando a saudade passar vai sobrar o que?

Só pelo prazer de dividir.

"Não sei mas sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É vontade de esquecer

E isso por que?"

Los Hermanos - O Vento

...

Queria conhecer o gênio que disse que amar dói. Amar nunca é só amar, sempre é um sentimento acompanhado de alguma coisa. Ilusão, decepção, medo. Como se o fracasso fosse causar um dano irreparável. Como se fosse necessária uma cirurgia para consertar os estragos deixados para trás.
As pessoas parecem considerar o amor algo muito sério, e restrito. Às vezes esquecem que amigos também amam, assim como familiares. Não é um privilégio das relações que envolvem o amor romântico. Talvez não seja o mesmo tipo de sentimento, uma vez que cada pessoa é única e o que sentimos por elas também é.
Não tem como comparar, medir ou cobrar. A gente oferece aquilo que pode, e aceita de bom grado o que o outro tem para oferecer. Sem questionar o motivo ou a duração.
Já percebeu como a palavra fica no ar? As pessoas dizem sem problemas o quanto amam as coisas “amo meu ipod, meu celular, meu carro”, mas quando chega a hora de falar pra melhor amiga que ajudou na hora mais difícil, soa estranho.
E quando a questão é aquele carinha especial que você nem tem idéia de como ele realmente é, mas que só de olhar acontece um verdadeiro vendaval na barriga? O que quer que seja esse sentimento acaba sendo chamado, injustamente, de amor.  É impressionante a capacidade que temos de desenvolver esse suposto gostar por um total desconhecido. E deixar que outra pessoa defina nosso valor.
Nem sei mais sobre o que estava falando.

desabafo.

Não me escondo de ninguém. Sou a menina que dança enquanto anda de moto, que canta nos corredores da faculdade e cita coisas de nerd. Tudo isso sem se dar ao trabalho de olhar para o lado e ver a reação das pessoas.
Talvez minhas atitudes não sejam a de uma dama, eu falo alto e com as mãos. Minhas roupas nem sempre combinam, uso casacos largos que não mostram minhas curvas. Meu poder de sedução não existe. Sou sarcástica, cínica e doida.
Falo o que penso, isso às vezes me torna meio ogra e às vezes me torna palhaça. Caso necessário peço desculpas, sem vergonha também, sou responsável pelo que cativo.
Elogios e criticas me afetam. Meu ego não foi adestrado, e sempre precisa de manutenção. Uma massagenzinha aqui, um carinho ali. E assim sigo. Mas tento, de todos os jeitos que posso, ser superior a esse tipo de coisa. Tipo: minha cabeça meu guia. Não espero aprovações para agir.
Viajo na maionese, tenho dificuldade de prestar atenção nas coisas durante muito tempo. Sei separar realidade de fantasia, mas enquanto minha imaginação fértil não afeta ninguém além de mim, continuo assim. Mesclando o real com o imaginário. Fazendo a minha sorte. E acreditando no que bem entender.
Já aviso que é perda de tempo tentar me mudar. Vou continuar vivendo no meu mundo, enxergando as coisas com meus olhos, decidindo o que é melhor pra mim. Ainda que não passe de uma casquinha. Algo doce, que me alegra, mas logo derrete. Não me incomodo com as coisas efêmeras.
Aceito que não agrado a todos, e na verdade nem desejo isso. Tudo que agrada a todos é um tanto suspeito para mim. Sei que tudo é na base do 50% de chance de dar certo e 50% de não dar. O que há de vir só o tempo dirá. Se a segunda opção acontecer, deixo pra lá. Sou mais agir sem esperar nada em troca.
Faço as coisas para me sentir bem, não para ganhar confete (aceito só se for de chocolate).

Minha vida

Sei que dezenove anos não é muita coisa, ainda mais se for levado em consideração que não consigo me lembrar de metade deles. E existem grandes possibilidades da metade que eu lembro ter sido contaminada pela minha imaginação fértil, e por isso ter sido levemente alterada. Não confio na minha memória para afirmar que as coisas foram realmente daquele jeito. Mas se me pedissem para contar a minha história, que nem é tão interessante assim, poderia dividi-la por categorias que se complementam e dão idéia de todo.

Categoria Um – Música: São as bandas que me considerava O elemento perdido em algum lugar do passado, os álbuns que eu ouvia sem parar e as canções que de alguma forma me sentia co-autora. As musicas não necessariamente são importantes pelo que dizem, mas pelo que me faziam sentir na época. Considero-as maquinas do tempo, porque quando as ouço acabo sendo levada de volta ao momento no qual significavam a vida para mim. Algumas marcaram por quem me lembram, e outras pelas pessoas que cantavam comigo. Exemplos: Meu Erro, Hey There Delilah, Dezesseis, The Last Time I Saw You, Santeria, Who Knew, Details in The Fabric, Anjo Mais Velho, O Mundo da Voltas, Constelação Karina, Podia ser Pior, Bang Bang, Blind, Por Enquanto, All Star, Roda Gigante e por ae vai.

Categoria Dois – Pessoas: As constantes e as inconstantes, as que me ensinaram fazendo rir e/ou chorar, as que ficaram e as que escolheram partir. Todas que tive por perto e me mudaram. As que eu nunca vi o rosto, mas conheço melhor que a palma da minha mão. As que me ofereçam palavras, ombros, sorrisos e abraços. As que cantaram comigo e deixaram-me fazer parte da vida delas. Os meus amores impossíveis. As que me deixaram partir quando perceberam que já era hora. As que me mostraram o caminho e ofereçam a mão. Os ídolos/heróis que eu criei para me sentir melhor, mesmo sabendo que não passavam de seres humanos. As que conversaram sem pressa sobre acampamentos, festas, viagens, shows e outras pessoas. A minha família que me ensinou o certo e o errado, mas me permitiu cometer meus próprios erros para aprender de verdade, que vivenciou e aceitou minhas paranóias, obsessões e amores platônicos. A minha vó, que é capitulo especial na minha história, quem eu carrego comigo por onde eu for. Quem entendeu minha dor e tentou me mostrar o lado positivo, e quando não conseguiu chorou comigo para aliviar a maldita saudade. Todo mundo que de maneira direta ou indireta dividiu e dividirá o caminho comigo, fazendo companhia.

Categoria Três – Filmes, Livros e Seriados: Tudo que eu assisti sem parar, decorei trilha sonora e falas. Aquilo que assimilei como se tivesse vivido. O que me tirou da realidade e levou para um outro mundo, sem sair da minha cama. Os universos mágicos que acompanhei os episódios como se fossem dias da vida de um conhecido. Que me proporcionaram horas de divagações com as pessoas que dividem essas mesmas paixões.

Isso é um pouquinho da minha história.

do papel.

Se conversar tem o poder de aliviar, escrever tem o poder de aos poucos curar a alma. A quem diga que é mais fácil/prazeroso rascunhar sobre aquilo que a pessoa conhece, sendo assim nada melhor do que escrever sobre nós mesmos, não importa se é coisa profunda ou superficial, é só colocar no papel todo tipo de sentimento.

Não sei se é assim com todo mundo, mas meus pensamentos são recorrentes. Sempre vejo sobre varias perspectivas o mesmo fato, pessoa, momento, até enjoar. E sempre enjôo. Então chega a hora de escolher outro assunto pra ser repetido em minha mente feito disco arranhado.

Por isso acho meus textos um tanto repetitivos. Escrevo conforme aceito as idéias. Exploro-as até não sobrar mais nada. Exponho-me. Sem nenhuma mascara ou proteção. Tudo que está ali faz parte de mim, ou do que sou naquele instante.

Espírito aventureiro

Assisti “Up: Altas Aventuras” e digo sem nenhuma vergonha que chorei. É a história do rabugento Carl Fredricksen que após perder a mulher fica preso ao passado e todas as coisas ligadas a ela. Para não perder sua casa, imóvel que construiu com sua amada do jeito que ela sonhava, resolve realizar um sonho antigo de levar a casa até um paraíso perdido na América do Sul.

Pode soar estranho, mas me vi no Carl. Há pouco tempo perdi minha vó, e conforme a saudade se ajeita dentro de mim vou tentando botar pra fora aquilo que me sufoca. Geralmente em textos. Sei que não é fácil perder alguém que a gente ama. E no desespero agimos irracionalmente.

No filme, o vendedor de balões continua vivendo a mesma rotina, sem tirar nada do lugar. Fala com a esposa como se ainda estivesse ali. Age como se cada objeto que ela tocou ainda tivesse um pouquinho dela. Está estagnado em algum lugar do passado onde os dois viviam no mesmo plano e eram felizes.

Só sentir não basta. É necessário um bem material pra ativar a lembrança que às vezes falha. Como se só isso fosse garantia de que nada seria esquecido. Quando não se pode construir novas memórias nos empenhamos para tornar as antigas suficientes. A gente se esforça para tirar do fundo baú as mais empoeiradas, damos uma nova camada de tinta e ela fica nova em folha. Então guardamos, embrulhada em papel resistente, dentro do peito, porque esse não se esquece ninguém. O coração logo se encarrega de criar um espaço exclusivo pra pessoa, com lugar pra cada pedacinho de história, cada uma no seu pedestal. Onde ninguém alcança, a não ser a gente. No lugar que a gente sempre volta pra se sentir em casa. Onde não existe saudade ou dor.

Acho que esse filme mostra bem como os seres humanos se apegam ao passado. Carl está obcecado em levar a casa até as cataratas como se isso fosse trazer sua mulher de volta. Russel, um escoteiro super animado, quer ganhar mais uma medalha para ter um motivo para reencontrar o pai ausente. E o herói de infância do Carl já não sabe o que é bem e mal, só consegue pensar em capturar o pássaro e mostrar que estava certo. Onde termina a persistência e começa a obsessão?

Eu particularmente gostei de uma hora quando o personagem principal diz: é só uma casa. Uma frase tão simples, mas tão cheia de significado. A compreensão de que nada pode ser feito para mudar a morte. Objetos não são tão poderosos ao ponto de mudarem o que passou. O jeito é seguir em frente.

É um filme também sobre sonhos. Quando criança escolhemos algo bem improvável como meta. O tempo passa e a gente esquece o que queria. Mas isso não é ruim, porque um sonho morre para dar lugar a outro e assim vai. O que importa é ser feliz. Aceitar que a alegria reside em coisas imensas e/ou minúsculas. Deixar a vida se renovar. Ter mente e coração aberto, se sentir merecedor. Agradecer sempre.

Senti tanta coisa enquanto assistia ao filme e na hora de escrever saiu só isso. Droga. Que seja, o filme é nota 1000!

O que me marcou foi a percepção de que as vezes o passado se torna mais atraente por ter algo que muito amamos e não podemos mais ter, porém, ficar lamentando por algo que não vai voltar nos impede de ver as coisas novas que poderiamos amar, se estivissemos vivendo pra valer o presente.

Tudo é fase. Tudo muda.

sábado, 29 de agosto de 2009 10:12 Postado por Arielle Gonzalez 0 comentários
Ainda que as pessoas tentem ignorar as mudanças, sutis ou enormes, elas acontecem o tempo todo. Somos influenciados pelas pessoas que nos rodeiam, o ambiente em que vivemos, situações inesperadas e expectativas alcançadas ou não. É lógico que nem sempre essas coisas mudam nossa forma de pensar, mas acredito que no mínimo nos fazem repensar sobre o que acreditamos.
Putz, não suporto expectativas. Toda aquela ansiedade acaba comigo. Quando essa sensação é sobre alguma pessoa é pior ainda, afinal, pessoas têm fases e elas mudam constantemente. Ninguém conhece outra pessoa tão bem quanto gostaria, simplesmente porque nem nos conhecemos tão bem.
“Os seres humanos me assombram”. Nunca sei o que esperar. A gente se supera na merda. Rimos dos nossos tombos. Procuramos ombros amigos para chorar. Alguém lá atrás disse que não sobreviríamos sozinhos e passamos isso para frente, como se fosse uma verdade incontestável. Gente precisa de gente. Será mesmo? Quem foi que disse que é preciso ter alguém ao nosso lado pra alcançar a tão almejada felicidade? O que é felicidade?
Uma questão de significado, eu suponho. Pra mim, felicidade é um pedaço de chocolate, uma música que mexa comigo, um bom livro, filmes, dormir sem ser interrompida, falar com minhas amigas sobre tudo ou nada em especial e a lista não para de crescer. A minha felicidade pode ser qualquer coisa que eu queira, sempre foi assim e se depender de mim sempre será.
A gente cresce acreditando que existe regra/receita certa pra conseguir realizar alguma coisa nessa vida. E essa alguma coisa é sempre algo grande, quase inalcançável. Baixei meu nível. Se não posso mudar o mundo, vou mudar uma coisa por vez. Começando com a minha família e amizades, vou ensinar e aprender com eles.
Vou falhar. Às vezes aceito isso, da mesma forma que me faço acreditar que é imprescindível. Às vezes tenho medo de vencer também. Medo de ficar perdida sem saber o que querer depois. Porque a gente tem sempre que querer alguma coisa? Antes eu chorava toda vez que alguma coisa muito grande pra mim tinha que mudar. Hoje aceito isso como uma benção. A oportunidade de viver cem vidas numa vida só, de ser quem eu quiser, ou de só ser. Tanto mais do mesmo enjoa. Gosto da possibilidade de recomeço sem ser necessário um fim.
Quando somos pequenos cada dia decidimos fazer uma coisa da nossa vida, gostamos mais de um brinquedo, de um parente, de uma comida. Com o tempo parece que a gente quer parar de mudar. Como se quando criança fosse conteúdo demais num espaço pequeno, então a gente cresce e de repente parece estar sobrando espaço, e a gente nunca sabe o que fazer com ele. Então crescemos escolhendo ídolos para preencher o vazio. Só que chega um dia que descobrimos que não precisamos de outra pessoa pra colocar ali.
Mudar não é falta de personalidade. É personalidade demais pra viver de uma vez só.

Good Deed Doer

Eu costumo andar de moto, faça chuva ou sol. Tenho um bloqueio terrível com dirigir carros, não sei por que, mas tenho medo, não sei do que. Durante muito tempo andei de ônibus, como a maioria das pessoas fazem. Aproveitava o tempo “livre” pra pensar, ouvir música e apreciar a paisagem.

Os motoristas de ônibus costumam ser bastante selvagens. Ignoram algumas pessoas no ponto, freiam bruscamente, fazem o veículo ficar tão cheio quanto uma latinha de sardinha. As pessoas que pegam ônibus também não costumam estar de bom humor, todo aquele contato/calor humano as vezes incomoda.

Quem anda de moto e divide faixas com esses monstruosos meios de locomoção desenvolve uma visão ainda mais assustada dos motoristas. Eles costumam passar nos sinais vermelhos, fechar os outros veículos, dar seta em cima da hora, andar como se fossem os donos da rua. Isso apavora qualquer pessoa que anda protegida apenas por um capacete.

Contudo hoje um motorista me lembrou sobre os riscos de generalizar. Chovia muito e bateu uma baita preguiça de dirigir, meu pai quase não para no ponto, quando desci do carro percebi que era o meu ônibus que estava indo embora, sem mim. O motorista vendo a minha cara de OMFG perguntou com um simples aceno de cabeça se aquele era o ônibus que eu esperava, confirmei com outro aceno de cabeça e ele parou.

Ele parou fora de um ponto de ônibus!!! Isso é quase impossível de se conseguir. Acho que aquela foi a boa ação do dia dele. Quando era mais nova eu tinha mania de fazer as coisas e dizer: minha boa ação do dia. Não sei quando foi que perdi esse hábito. Mas tenho total intenção de voltar a tê-lo.
O plano é o seguinte fazer o máximo possível com pequenas atitudes. Fazer o que aquela frase batida/clichê diz: a minha parte. E quem sabe assim motivar as pessoas ao meu redor a agirem da mesma maneira. A segunda parte do plano é prestar atenção ao que me rodeia, passamos tantas vezes pelo mesmo lugar que às vezes paramos de enxergá-lo.

Quero voltar a ver tudo e todos. Enxergar todas as cores e nuances, sentir o vento no rosto e o cheiro de mar e me sentir mais responsável por fazer o bem.

carta para o além

Oie vó.
Hoje costumava ser seu dia, porem dessa vez não vejo motivo pra comemorar. Celebrar sua ausência não faria sentido. Dia 17 de agosto perdeu seu significado, passou a ser só mais um dia qualquer, sem importância, mais uma lembrança que você deixou.
Passaram-se seis longos meses desde quando você se foi e muitas coisas mudaram por aqui. Posso dizer sem medo que não existiu um dia que não senti sua falta, e que foram longas as noites que adormeci durante o choro. Cheguei a conclusão de que se nostalgia fosse algum liquido, há muito tempo teria me afogado.
Não sei como, mas você se dividiu pra ficar um pouquinho em cada coisa aqui. Tem você nos domingos, no abacate, nas roupas, nas musicas, na saudade, no sofá, nos lugares, na ausência, nas fotos, nos hábitos, nas sobremesas, nos almoços, nas pizzas no domingo de manhã, nos filmes repetidos, nos sonhos, nos olhos e, constantemente, nos pensamentos.
Ontem peguei um ônibus de noite, já era tarde e quase chorei. Fiquei mais de meia hora no ponto e sei que isso te deixaria preocupada. Passei pelo Ao Fiel e lembrei-me de como a gente passava sempre lá, e toda vez eu pedia alguma coisa. Não desci nas Pernambucanas, então não precisei andar sozinha até o seu apartamento. Vi o Colégio Itá e foi então que o coração apertou de vez ... Lembra de todas as festinhas? Todas as lembranças que eu fiz duas porque tinha duas mães? Todas as manhãs que a senhora foi me buscar? Como eu contava meus dramas como se fossem as piores coisas do mundo? De como eu chegava da escola com uma casquinha de sorvete na mão bem na hora do almoço? Lembra todas as tardes que você comprou bolos, doces, pães salgados e tudo de bom pros meus amigos comerem no lanche da tarde?
Às vezes acho que a senhora se esqueceu de quem era. Como se cada vez que seu coração fosse partido um pedacinho de você se perdesse. Aos poucos sumiu a vontade, a alegria e por fim a vida. Isso eu não entendo até hoje, lembro que tentei te fazer mudar de idéia, mas você cabeça-dura do jeito que era, nem me deu ouvidos. Talvez você soubesse mais e de tão cansada resolveu jogar a toalha.
Posso te contar um segredo? Você faz falta. Faz um buraco no meu peito, me faz chorar. E dessa vez quem ficou sem um pedacinho fui eu. E agora? O que a gente faz? Segue cada uma o seu caminho com a esperança de que um dia a gente possa se encontrar?
Sei lá, no meu futuro eu sempre vi você. Tava sempre lá. Sempre com a sua fé inabalável de que eu podia fazer tudo que quisesse. E agora? Quem vai acreditar assim em mim? Eu via você desesperada pela minha falta de namorado, depois criticando o cara que eu escolhi. Você chorando no meu casamento, pensando: meu tesouro cresceu e eu nem vi. E ae você estragava todos os meus filhos, deixando todos eles mimados iguais a mim. Sempre a vi orgulhosa do que eu me tornei, em todos os sentido, do jeito que a senhora sempre foi.
Enfim, minha vida inteira morei com você e essa é a minha vez de te dar abrigo, agora você mora em mim. Isso que importa.
Te amo, mais do que cabe em mim e às vezes mais do que posso suportar.

Com todo amor que houver nessa vida,
Arielle

Cada um no seu quadrado.

Nas escolas ensinam coisas que poucos usam ou se lembram depois que ela acaba, tipo química, física e geografia. Fora do currículo escolar estão as matérias que importam de verdade, mas que só são colocadas em pratica ou provadas no dia-a-dia, como respeito, compaixão, cooperação e amizade.
Já no pré a gente descobre que as pessoas tratam outras pessoas de maneiras diferentes pelos mais variados motivos. Meninos vestem roupas azul e meninas roupas rosa, meninos jogam bola e meninas brincam de boneca. Com o tempo descobrimos que etnia, credo e classe social também interferem no modo como as pessoas nos enxergam.
Na faculdade lidamos com as mais diversas formas de pensamento, cada um com o seu modo de ver o mundo de acordo com sua vivencia. E nesse caso tudo é valido. Porem, alguns seres esquecem que as diferenças são o tempero do mundo, o que torna cada um único. Não adianta gritar pra se fazer ouvir quando se é incapaz de fazer silencio para ouvir os outros. Pra mim esse tipo de ignorância é o que acaba com qualquer argumento.
Para uma convivência no mínimo agradável é necessário o mínimo de educação, coisa fácil de esquecer. Por isso virei adepta do pensamento de uma amiga minha: o amor constrange. Sendo assim toda vez que alguém se achar superior e fazer isso me tratando de maneira desagradável serei o mais educada possível, mostrando que me tratar como invisível (pelo simples fato de eu discordar e ter opinião própria) não torna ninguém mais notável.
Simples assim. Viva a liberdade de expressão que tem como base o respeito a toda forma de pensamento!





Modos de lidar com a situação: assumir uma atitude Bob Dylan “não critique o que você não consegue entender” ou aceitar que o que os outros pensam não tem o poder de mudar a essência ninguém.

Do que sobrou.

Do ano passado não sobrou muita coisa. Só as paixões e sonhos mais teimosos resistiram. Restou um coração vazio e pesado, acompanhado de um par de olhos secos. As músicas também ficaram e resolveram se multiplicar, assim como os livros. Juntos criaram um campo de força/abrigo/lenço para os momentos mais necessitados.
Quem ficou não continuou igual. Talvez os rostos ainda fossem os mesmos, porém os conteúdos não. Aconteceram aproximações e afastamentos, processos naturais nos relacionamentos humanos.
Cada um seguiu o caminho que lhe pareceu mais agradável o que não quer dizer que era o mais fácil, mas só mais um dos muitos trajetos que a gente escolhe sem saber onde vai dar.
Ficaram duvidas sobre o futuro, as lembranças do passado e o descaso com o presente. Como se qualquer momento fosse melhor que o agora.
Mais do que qualquer ingrediente dessa salada emocional, o que aumentou foi a saudade no seu estado bruto, de um jeito que incomoda tanto que a gente para de respirar e perde a consciência por algum tempo.
O mundo ficou em câmera lenta e sem cor, como se tudo isso fosse doloroso demais pra viver em tempo real. Era necessária uma força do tipo Kryptoniana para suportar isso sem vontade de ceder, sem parar de viver aos poucos.
E de repente um sopro de vida, que trouxe com ele a alegria que só uma nova vida é capaz de oferecer. Talvez essa seja a forma que o universo encontrou de fazer seu balanço e de mostrar que nada é eterno, nem mesmo a dor.
Apesar do coração vazado, os pulmões voltaram a funcionar assim como os olhos ganharam mais brilho. Aos poucos as cores ficam mais intensas.
Sobram apenas cicatrizes, daquelas que a gente olha e logo sabe que ali tem história. Do tipo que dá orgulho de carregar, porque só um grande amor é capaz de marcar assim.

Traduzindo um ser.

Sempre tive medo de três perguntas: quanto você pesa, quer sair comigo e quem é você. Da primeira porque nunca fui magrela, da segunda porque ela nunca é feita pelos caras certos, e da terceira por não saber qual é a resposta.
Sei que sou mais que o reflexo no espelho, mais que o perfil no orkut e mais que as notas da faculdade. Não tenho dúvidas que tenho mais fases que a lua, mais humores que uma pessoa bipolar e mais sonhos que muitas crianças. Decidi a algum tempo que crescer não fazia sentido, já que do jeito que as coisas estavam, estava bom.
Muito cedo descobri o amor por músicas e músicos. Descobri nas palavras um esconderijo. Uma fortaleza que oferece abrigo sem nenhuma pergunta, construí com incontáveis letras uma armadura impenetrável. E assim vivi minhas aventuras.
Entreguei meu coração de bandeja e devolveram ele todo esburacado. Até hoje tento remenda-lo da melhor maneira possível. Caí, levantei, segui em frente, e às vezes escolhi ficar parada no mesmo lugar.
Decidi que toda companhia é bem vinda, não pra dividir o fardo, mas para tornar a jornada mais divertida. Tenho uma tendência incontrolável de tentar ser diferente. Gosto de coisas tristes, músicas bregas e troco qualquer balada pelo conforto da minha cama e um bom livro.
Não gosto de cobranças, me irrito facilmente e explodo quando menos esperam. Nem sempre sou doce, gosto de frutas azedas e só tomo Ovomaltine com leite gelado. Troco qualquer coisa por café, coca-cola ou chocolate. Prefiro a lua ao sol, e me identifico mais com dias frios e chuvosos do que com os ensolarados.
Sou contra jogar coisas fora porque levo em conta o valor sentimental. Valorizo mais atos que palavras. Desconfio de tudo e me decepciono com facilidade. Tento não esperar muito das pessoas, mas nem sempre consigo evitar. Sei que o mundo não é preto no branco, e tento enxergar os tons de cinza.
Tenho o hábito de me contradizer. Não preciso de muito para rir. Falo demais, faço de menos e me cobro mais do que deveria. Gosto de carros e motos. Já quis ser a namorada do superman. Gosto de ficar só, de não fazer nada, de refletir sobre qualquer coisa. Sou nerd. Curto filmes antigos, musicais bobinhos e animações infantis.
Aiai, sei também que poderia escrever um livro com os fragmentos que me tornam quem eu sou, mas ainda assim não seria o suficiente. Por isso, tudo aqui é só um pouquinho de mim.